Evocação

Definição

Chamada dirigida a um Espírito determinado para que se comunique. Distingue-se das comunicações espontâneas, em que o Espírito se manifesta por iniciativa própria.

Ensino de Kardec

Espontâneas vs. evocadas

Kardec defende o equilíbrio: não chamar ninguém em particular “é abrir a porta a todos os que queiram entrar” — a evocação direta “constitui um laço entre ele e nós” e opõe “uma espécie de barreira aos intrusos” (LM, 2ª parte, cap. XXV, item 269). Ambos os modos têm vantagens; a exclusão absoluta de um deles é que seria nociva.

Regras práticas

Quem se pode evocar

Qualquer Espírito, de qualquer época: “Não há Espírito que, chamado, não acuda ao nosso chamado, se puder fazê-lo” (LM, 2ª parte, cap. XXV, item 272, paráfrase). Incluem-se evocações de:

Linguagem com os Espíritos

Tratar os Espíritos com a mesma civilidade com que se tratariam em vida: “A um homem, que se apresente num salão, declinando o seu nome, irá alguém pedir-lhe, à queima-roupa […] que prove ser quem diz que é?” (LM, 2ª parte, cap. XXIV, item 257).

Utilidade das evocações particulares

Servem para: estudo da natureza do mundo espírita, instrução moral, consolo das famílias e verificação da imortalidade (LM, 2ª parte, cap. XXV, seção “Utilidade das evocações particulares”).

Aplicação prática

Nas reuniões mediúnicas, a evocação é precedida de prece e feita com seriedade e objetivo definido. Evocações por mera curiosidade atraem Espíritos levianos.

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. FEB. Cap. XXV (itens 269–291).