Chico Xavier
Identificação
Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo–MG, 02/04/1910 — Uberaba–MG, 30/06/2002), médium mineiro, considerado o maior psicógrafo da história do Espiritismo. Filho de João Cândido Xavier e Maria João de Deus, perdeu a mãe aos cinco anos. Suas primeiras manifestações mediúnicas datam da infância; o trabalho regular de psicografia começa em 1927, com ditados sistemáticos de Emmanuel a partir de 1931. Em 1959 transfere-se para Uberaba, onde passa a desenvolver o trabalho com a Comunhão Espírita Cristã. Publicou ao longo de mais de 70 anos cerca de 450 obras psicografadas, atribuídas a dezenas de Espíritos comunicantes. A vida foi marcada pela humildade, pela pobreza voluntária (cedeu integralmente os direitos autorais a obras assistenciais e à FEB) e pela caridade discreta — atendia diariamente, por décadas, milhares de cartas de pessoas em sofrimento.
Papel
Chico Xavier ocupa o nível 3 da hierarquia de fontes (autores complementares alinhados à codificação) — ver hierarquia-de-autoridade. Sua mediunidade de psicografia mecânica — médium em estado quase passivo, mão dirigida pelo Espírito comunicante — produziu obras de cinco grandes naturezas:
- Doutrinária — sistematização e aprofundamento de pontos da codificação (ex.: O Consolador, em formato Q&A nos moldes de Kardec).
- Romanesca histórica — narrativas reconstruindo a história do Cristianismo primitivo e a vida no plano espiritual (série Emmanuel; série André Luiz).
- Evangélica — comentários e narrativas sobre a vida de Jesus (Boa Nova).
- Poética — Parnaso de Além-Túmulo (1932) e antologias subsequentes, atribuídas a poetas brasileiros e portugueses já desencarnados.
- Consoladora — mensagens curtas a famílias enlutadas, muitas delas reconhecidas judicialmente como prova de sobrevivência da alma.
Doutrinariamente, sustentou de modo invariável a primazia de Allan Kardec: as obras psicografadas que coordenou explicitam, em prefácios e ao longo do texto, a subordinação ao Pentateuco. Os ditados de Emmanuel reiteram essa hierarquia — os romances e tratados se apresentam como ilustração e desdobramento, não como nova revelação.
O caso Meimei (Pedro Leopoldo, 1948)
Em Pedro Leopoldo, Chico psicografou trinta páginas de meimei, esposa de Arnaldo Rocha, falecida um mês após o casamento. De olhos fechados, à luz acesa, sem rasura nem erro de ortografia, a mensagem trazia detalhes íntimos do casal e referências a uma existência anterior compartilhada. O caso converteu o marido — então ateu — e tornou-se episódio paradigmático da psicografia chicoxaveriana. Ver psicografia e quando-o-invisivel-se-torna-inevitavel.
Obras associadas
Obras psicografadas por Chico Xavier presentes na wiki (vide critério de citação Autor espiritual / Médium):
- parnaso-de-alem-tumulo — Diversos / Chico Xavier (FEB, 1932). Primeira obra publicada do médium, aos 22 anos, em Pedro Leopoldo. Antologia poética com 55 poetas brasileiros e portugueses desencarnados (Castro Alves, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Cruz e Souza, Casimiro de Abreu, Alphonsus de Guimaraens, Antero de Quental, Junqueiro, Auta de Souza, Raimundo Corrêa, Antônio Nobre, João de Deus, Fagundes Varela, entre outros) + três prefácios — incluindo “De pé, os mortos!” psicografado por Humberto de Campos para reedição, anterior em quase uma década a Boa Nova. Aplicação inaugural e em escala coletiva do critério kardequiano da identidade dos Espíritos (LM cap. XXIV) — cada poeta retém sua escola (Romantismo, Condoreirismo, Parnasianismo, Simbolismo) e timbre, distinguíveis no fundo e na forma. Núcleo doutrinário no poema-relato “Um Desconhecido” (cap. 54): reencarnação como inversão de papéis para reaprendizagem moral, em aplicação literal de ESE cap. V. Sem divergências com o Pentateuco.
- cronicas-de-alem-tumulo — Humberto de Campos / Chico Xavier (FEB, 1935). Segunda obra-livro do médium (3 anos após o Parnaso) e primeira obra-livro de Humberto-espírito, publicada um ano após a desencarnação do autor (05/12/1934). 35 crônicas curtas serializadas originalmente no Correio da Manhã (transcritas por Frederico Figner) e reunidas em volume pela FEB. Quatro registros articulados — cenas pós-morte dramatizadas, entrevistas com personalidades históricas (Judas Iscariotes, Charles Richet, Pedro Apóstolo, Sócrates, Allan Kardec, Tiradentes), cartas a vivos (Maria Lacerda de Moura, mãe encarnada, viúva enlutada, ao próprio médium) e crônica doutrinária descritiva (Casa de Ismael/FEB nos caps. 18 e 33). Inflexão fundadora da autoria espiritual identificável na trajetória chicoxaveriana; antecipa em 3 anos a doutrina sobre Ismael/FEB de Brasil, Coração do Mundo (1938). O cap. 35 é endereçado nominalmente ao próprio Chico Xavier, recapitulando a gênese das crônicas a partir da memória encarnada de Humberto sobre o Parnaso de 1932. Sem divergências estruturais com o Pentateuco; callout inline sobre atribuição implícita Judas→Joana d’Arc.
- a-caminho-da-luz — Emmanuel / Chico Xavier (1939). História da civilização terrestre sob a direção espiritual do Cristo.
- ha-dois-mil-anos — Emmanuel / Chico Xavier (1939). Romance histórico em dois arcos intercalados; confissão reencarnatória de Emmanuel sobre sua existência como o senador romano Públio Lêntulus, contemporâneo de Tibério, Pilatos e Nero. Núcleo doutrinário: encontro de Públio com Jesus em Cafarnaum (cap. 5) e o “minuto glorioso” do livre-arbítrio na hora da Graça; martírio de Lívia no Circo Máximo sob Nero; recepção pelo Plano espiritual após a desencarnação. Inclui divergência de almas-gêmeas (cap. 6 — “alma gêmea da minha”) — mesma divergência da q. 378 de O Consolador contra LE q. 298–299.
- 50-anos-depois — Emmanuel / Chico Xavier (1939). Continuação narrativa de Há Dois Mil Anos; 7+7 capítulos sob Adriano (~133) e Antonino Pio (~145). Centrada em Célia, virgem-mártir cristã que se traveste de monge em Alexandria como “Irmão Marinho” (releitura hagiográfica de Santa Marina), com Pompílio Crasso reencarnado como Helvídio Lucius e Públio Lêntulus retornando como o escravo Nestório. Capítulo “Nas Esferas Espirituais” como página doutrinária central sobre reencarnação coletiva com livre escolha de adversários como futuros companheiros, em aplicação literal do “perdoar setenta vezes sete” (Mt 18:22). Sem divergências doutrinárias inéditas — referência cruzada a Há Dois Mil Anos para a leitura do “vulto de anjo ou de mulher” no leito de morte de Nestório.
- o-consolador — Emmanuel / Chico Xavier (1940). Tratado doutrinário em 412 perguntas e respostas (Filosofia, Ciência, Religião) nos moldes do Pentateuco; identifica o Espiritismo como o Consolador prometido em João 14:16. Inclui divergência das almas gêmeas (q. 378) atenuada pela própria Casa de Ismael em ressalva editorial.
- brasil-coracao-do-mundo-patria-do-evangelho — Humberto de Campos / Chico Xavier (FEB, 1938). Narrativa histórico-providencial do Brasil como Pátria do Evangelho; 30 capítulos cobrindo do séc. XIV à Proclamação da República, articulada em torno da figura espiritual de Ismael (zelador da Terra do Cruzeiro) e da designação espiritual de Bezerra de Menezes como articulador da unificação espírita brasileira. Obra-irmã de A Caminho da Luz (Emmanuel/Chico, 1939) — particulariza ao Brasil a tese geral sobre a América como celeiro da civilização futura.
- boa-nova — Humberto de Campos / Chico Xavier (recepção em Pedro Leopoldo, prefácio datado de 09/11/1940; FEB 1941). Primeira psicografia em livro da parceria Humberto/Chico após Brasil, Coração do Mundo (1938) e o ciclo inicial Emmanuel de 1939-40. Trinta episódios narrativos do “folclore espiritual do Cristianismo”, cada um articulado a um trecho específico do Evangelho — diferencia-se das coletâneas de Emmanuel (epígrafe + comentário pastoral) por ser cena dramatizada que dá pano de fundo emocional ao texto evangélico. Aporte doutrinário central no cap. 14 (“A lição a Nicodemos”), proclamando a reencarnação a partir de Jo 3 em alinhamento com ESE cap. IV. Sem divergências com o Pentateuco.
- paulo-e-estevao — Emmanuel / Chico Xavier (recepção em Pedro Leopoldo, 08/07/1941; FEB 1942). 3º volume do ciclo romano de Emmanuel/Chico (entre 50 Anos Depois e Ave, Cristo!); romance histórico em vinte capítulos alternando os arcos Saulo→Paulo de Tarso e Jeziel→Estêvão de Corinto, da perseguição em Jerusalém ao martírio de Paulo em Roma sob Nero (c. 67). Tese central — “sem Estêvão, não teríamos Paulo de Tarso” — articula intercessão do mártir + intercessão póstuma de Abigail (noiva fictícia de Saulo, irmã do mártir) como motor da conversão de Damasco. Inclui callout inline sobre linguagem de “sangue resgatador” no sermão de Estêvão (cap. 5), com a leitura espírita explícita: exemplo moral + assistência fluídica, não substituição penal.
- renuncia — Emmanuel / Chico Xavier (prefácio em Pedro Leopoldo, 11/01/1942; FEB 1944). Romance histórico autônomo (fora da Série Romana) ambientado na Idade Moderna ibérico-colonial — Espanha, França e Connecticut, c. 1681-1710. Estrutura em dois arcos paralelos × 7 capítulos: trajetória de Alcíone Vilamil (espírito vindo de Sírius para missão de assistência redentora; martírio carmelita na Inquisição de Madrid) e ciclo karmico Pólux → Antero → Robbie (suicídio na varíola de Paris → 2 anos no umbral → reencarnação em corpo deficitário com correspondência exata ato↔órgão). Eixos doutrinários: lar como primeiro santuário (cap. 3A), prece como vigília + balanço (cap. 6B, Damiano), pluralidade de existências apoiada em precedentes pré-cristãos, crítica ao Santo Ofício como falsa Igreja. Sem divergências estruturais com Kardec.
- nosso-lar — André Luiz / Chico Xavier (1944). 1º volume da série André Luiz; despertar no Umbral, topologia da colônia espiritual, sistema do bônus-hora, suicídio inconsciente.
- os-mensageiros — André Luiz / Chico Xavier (1944). 2º volume da série André Luiz; Centro de Mensageiros, mediunidade fracassada, Posto de Socorro Campo da Paz, culto doméstico como fortaleza, três desencarnações.
- missionarios-da-luz — André Luiz / Chico Xavier (1945). 3º volume da série André Luiz; tratado fenomenológico da mediunidade sob orientação de Alexandre — vampirismo psíquico, oração como antídoto, materialização, reencarnação assistida (caso Segismundo), incorporação, obsessão, passes magnéticos, advertência contra a idolatria do mestre.
- obreiros-da-vida-eterna — André Luiz / Chico Xavier (1946). 4º volume da série André Luiz; expedição socorrista de trinta dias sob a orientação do Assistente Jerônimo, com base na Casa Transitória de Fabiano (Irmã Zenóbia) — leitura mental do padre Domênico no abismo, fogo etérico, três desencarnações (Dimas, Cavalcante por anestesia, Adelaide), Bezerra de Menezes e a “técnica de Lázaro”, repreensão à idolatria dos cooperadores.
- no-mundo-maior — André Luiz / Chico Xavier (1947). 5º volume da série André Luiz; semana de psiquiatria espírita sob o Assistente Calderaro, com participações do Instrutor Eusébio e da Irmã Cipriana — modelo doutrinário da casa mental (cérebro em três andares), caso Antídio (vampirismo dipsomaníaco e nevrose cardíaca induzida), preleção sobre sexo em diálogo com Freud/Adler/Jung, expedição às cavernas e Lar de Cipriana.
- caminho-verdade-e-vida — Emmanuel / Chico Xavier (1948). Coletânea evangélica de 180 capítulos curtos (epígrafe + comentário pastoral); primeira da série de comentários ao Evangelho de Emmanuel via Chico — eixos: trabalho-prece, mediunidade como continuidade do Pentecostes (cap. 10), conversão como processo, livre exame e recepção do dúbio (cap. 36).
- libertacao — André Luiz / Chico Xavier (1949). 6º volume da série André Luiz; expedição a colônia purgatorial dirigida por Gregório, sob orientação de Gúbio — estudo dos ovoides como “segunda morte” às avessas, socorro a Margarida, redenção de Gregório por Matilde no clímax.
- pao-nosso — Emmanuel / Chico Xavier (1950). 2ª das quatro coletâneas evangélicas (CVV → Pão Nosso → Vinha de Luz → Fonte Viva); 180 capítulos curtos (epígrafe + comentário pastoral) com forte primazia paulina. Eixos: trabalho-serviço como matriz da vida cristã (caps. 1-5), Espiritismo evangélico como restauração apostólica (cap. 176), pensamento como morada do Espírito (cap. 177), reforma íntima como combate paulino (cap. 178), mulher no Evangelho (caps. 85, 93), programa moral sintético no fechamento (cap. 180).
- vinha-de-luz — Emmanuel / Chico Xavier (1952). 3ª das quatro coletâneas evangélicas; 180 capítulos curtos (epígrafe + comentário pastoral), datada de Pedro Leopoldo, 25/11/1951. Eixos: hermenêutica do Evangelho como atendimento, não discussão (caps. 1, 87, 93), vida como negociação espiritual (cap. 2), vigilância e palavra como força criadora (caps. 87, 97, 179), tipologia do discípulo e dos personagens evangélicos (caps. 99-100), inimigos como credores espirituais (cap. 41), Jo 14.6 deslocado para o reino individual (caps. 175-177), advertência final sobre perseverança contra abandono (“Depois…”, cap. 180).
- ave-cristo — Emmanuel / Chico Xavier (1953). 4º volume do ciclo romano (após Há Dois Mil Anos, 50 Anos Depois e Paulo e Estêvão); narrativa do séc. III sob Sétimo Severo → Maximino → Décio, com Lião (Gália Lugdunense) e Roma como cenários. Eixo dramático: paternidade espiritual atravessando três encarnações sucessivas de Quinto Varro (Varro → Corvino → Quinto Celso) para resgatar o filho Taciano da incredulidade pagã, fechando-se com a conversão tardia no poste de martírio do Anfiteatro Flaviano. Inclui divergência menor sobre suicídio “expiatório” de Flávio Súbrio em callout inline.
- fonte-viva — Emmanuel / Chico Xavier (1956). 4ª e última das quatro coletâneas evangélicas iniciais, fechando o ciclo CVV → Pão Nosso → Vinha de Luz → Fonte Viva; 180 capítulos curtos (epígrafe + comentário pastoral). Eixos: renovação interior contínua como tema central distintivo (caps. 107 sobre Rm 12.2, 141 sobre 2 Co 4.16), pensamento e palavra como força criadora em chave de responsabilidade coletiva (caps. 76, 108, 144), Cireneu como tipo do discípulo que aceita a cruz alheia (cap. 140), tipologia do “morto vivo” (caps. 51, 101, 143), vigilância + oração (caps. 110, 149, 150), crítica ao messianismo político (cap. 148 sobre Hb 1.2), encerramento natalino sereno com a fórmula “o criminoso passaria à condição de doente” (cap. 180 sobre Lc 2.14) — invertendo o tom grave do “Depois…” que fechara Vinha de Luz.
- palavras-de-vida-eterna — Emmanuel / Chico Xavier (1964). Quinta coletânea evangélica do par Emmanuel/Chico, dezesseis anos após CVV; 180 capítulos curtos (epígrafe + comentário pastoral) com forte primazia paulina e proêmio “Ante o Divino Mestre” (Uberaba, 14/09/1964) explicitamente kardecista — invoca o Pentecostes (Atos 2.4) e declara a leitura “com as chaves da Doutrina Espírita, que nos legaste pelas mãos de Allan Kardec”. Título de Jo 6.68 (Pedro: “Senhor, a quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna”). Eixos: recomeço e reencarnação como reajuste (caps. 1, 7, 81, 177); vencer o mal com o bem em registro de não-violência ativa (caps. 30, 31, 61, 111-112, 178 — distinção entre adversário a respeitar e delinquente a deter); vigilância no verbo (caps. 62, 80/109, 87); prece como serviço ativo, não isolamento (caps. 3, 5, 33, 86, 117); amor maduro vs. egoísmo disfarçado (caps. 4, 32, 110, 119); Espiritismo como continuidade hermenêutica do Evangelho (proêmio + cap. 118 sobre Jo 6.63 — “sistema renovador, indicação de caminho, roteiro de ação”). Nenhuma divergência identificada com o Pentateuco.
- entre-a-terra-e-o-ceu — André Luiz / Chico Xavier (1954). 8º volume da série André Luiz; obsessão por sintonia de remorso e desobsessão envolvente.
- nos-dominios-da-mediunidade — André Luiz / Chico Xavier (1955). 9º volume da série André Luiz; curso técnico de mediunidade ministrado por Áulus — psicoscópio, equipagem mediúnica, tipologia das manifestações (psicofonia, possessão, sonambulismo torturado, fascinação, passes), mandato mediúnico e mediunidade ontológica universal.
- acao-e-reacao — André Luiz / Chico Xavier (1957). 10º volume da série André Luiz; tratado romanesco da Lei de Causa e Efeito ambientado na Mansão Paz, sob orientação de Druso e Silas — regime de sanções, resgates coletivos, tipologia tríplice da dor (evolução / expiação / auxílio).
- evolucao-em-dois-mundos — André Luiz / Chico Xavier (1958). Tratado em duas partes (20 + 20 capítulos) sobre o corpo espiritual: anatomia do psicossoma, sete centros vitais, simbiose e vampirismo, sexualidade, mediunidade, religiões.
- mecanismos-da-mediunidade — André Luiz / Chico Xavier (1959). Tratado expositivo em 26 capítulos sobre a fisiologia sutil das faculdades mediúnicas pelo léxico da microfísica do séc. XX (eletromagnetismo, eletrônica, química); onda mental, ideoplastia, psicometria, desdobramento, mediunidade curativa, animismo; culminação cristocêntrica.
- sexo-e-destino — André Luiz / Chico Xavier + Waldo Vieira (1963). Única coautoria mediúnica representada nesta wiki até a data desta página: romance-relatório em duas partes sobre sexualidade, obsessão sexual, possessão partilhada e reencarnação como reabilitação familiar. Inclui passagem-marco de Félix (Parte 2, cap. 5) sobre dignidade dos homossexuais — antecede em 7 anos Vida e Sexo.
- vida-e-sexo — Emmanuel / Chico Xavier (1970). Tratado pastoral sobre o ciclo afetivo–sexual humano à luz da Doutrina Espírita; 25 capítulos com epígrafes do Pentateuco.
A produção total atribuída a Chico Xavier abrange ainda obras-marco como O Evangelho por Emmanuel — não ingeridas até a data desta página. O quarteto de coletâneas evangélicas iniciais de Emmanuel psicografadas por Chico entre 1948 e 1956 — Caminho, Verdade e Vida (1948), Pão Nosso (1950), Vinha de Luz (1952) e Fonte Viva (1956) — está completo na wiki, e Palavras de Vida Eterna (1964) prolonga o ciclo dezesseis anos depois, em registro pastoral já decantado pela longa convivência do par mediúnico com o gênero.
Citações relevantes
Como médium psicógrafo, Chico Xavier raramente assina texto próprio; as citações abaixo provêm de obras psicografadas e expressam a orientação doutrinária dos Espíritos que canalizou — sempre referente ao Cristo como centro:
“Um único objetivo orientou as nossas atividades — o da demonstração da influência sagrada do Cristo na organização de todos os surtos da civilização do planeta.” [[obras/a-caminho-da-luz|(Emmanuel / Chico Xavier, A Caminho da Luz, Conclusão)]]
“Enquanto se mantinha com a paz de consciência, defendia-se naturalmente contra a perseguição invisível, como se morasse num castelo fortificado, mas, condenando a si mesma, resvalou em deplorável perturbação, à maneira de alguém que desertasse de uma casa iluminada, embrenhando-se numa floresta de sombra.” [[obras/entre-a-terra-e-o-ceu|(André Luiz / Chico Xavier, Entre a Terra e o Céu, cap. 4 — Clarêncio sobre o mecanismo da obsessão por remorso)]]
Páginas relacionadas
- emmanuel — principal guia espiritual e autor de mais de 50 obras transmitidas
- andre-luiz — autor da série de romances do plano espiritual
- meimei — Espírito do caso paradigmático de psicografia (Pedro Leopoldo, 1948)
- divaldo-franco — outro grande médium contemporâneo, nível 3
- psicografia — faculdade mediúnica que exerceu em sua forma mecânica
- mediunidade — quadro doutrinário da faculdade
- identidade-dos-espiritos — critério para avaliar a autoria espiritual de obras psicografadas
- hierarquia-de-autoridade — posição dos médiuns nível 3 frente ao Pentateuco
Fontes
- XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de Além-Túmulo. Rio de Janeiro: FEB, 1932. Edição: parnaso-de-alem-tumulo.
- XAVIER, Francisco Cândido (Humberto de Campos). Crônicas de Além-Túmulo. Rio de Janeiro: FEB, 1935. Edição: cronicas-de-alem-tumulo.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). A Caminho da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1939. Edição: a-caminho-da-luz.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Há Dois Mil Anos… Rio de Janeiro: FEB, 1939. Edição: ha-dois-mil-anos.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). 50 anos depois. Rio de Janeiro: FEB, 1939. Edição: 50-anos-depois.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). O Consolador. Rio de Janeiro: FEB, 1940. Edição: o-consolador.
- XAVIER, Francisco Cândido (Humberto de Campos). Boa Nova. Rio de Janeiro: FEB, 1941. Edição: boa-nova.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Paulo e Estêvão. Rio de Janeiro: FEB, 1942 (recepção em Pedro Leopoldo, 08/07/1941). Edição: paulo-e-estevao.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Renúncia. Rio de Janeiro: FEB, 1944 (prefácio em Pedro Leopoldo, 11/01/1942). Edição: renuncia.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Nosso Lar. Rio de Janeiro: FEB, 1944. Edição: nosso-lar.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Os Mensageiros. Rio de Janeiro: FEB, 1944. Edição: os-mensageiros.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1945. Edição: missionarios-da-luz.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Obreiros da Vida Eterna. Rio de Janeiro: FEB, 1946. Edição: obreiros-da-vida-eterna.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). No Mundo Maior. Rio de Janeiro: FEB, 1947. Edição: no-mundo-maior.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Caminho, Verdade e Vida. Rio de Janeiro: FEB, 1948. Edição: caminho-verdade-e-vida.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Libertação. Rio de Janeiro: FEB, 1949. Edição: libertacao.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Pão Nosso. Rio de Janeiro: FEB, 1950. Edição: pao-nosso.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vinha de Luz. Rio de Janeiro: FEB, 1952. Edição: vinha-de-luz.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Ave, Cristo! Rio de Janeiro: FEB, 1953. Edição: ave-cristo.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Entre a Terra e o Céu. Rio de Janeiro: FEB, 1954. Edição: entre-a-terra-e-o-ceu.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Fonte Viva. Rio de Janeiro: FEB, 1956. Edição: fonte-viva.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Palavras de Vida Eterna. Rio de Janeiro: FEB, 1964. Edição: palavras-de-vida-eterna.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Nos Domínios da Mediunidade. Rio de Janeiro: FEB, 1955. Edição: nos-dominios-da-mediunidade.
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Ação e Reação. Rio de Janeiro: FEB, 1957. Edição: acao-e-reacao.
- XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (André Luiz). Evolução em Dois Mundos. Rio de Janeiro: FEB, 1958. Edição: evolucao-em-dois-mundos.
- XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (André Luiz). Mecanismos da Mediunidade. Rio de Janeiro: FEB, 1959. Edição: mecanismos-da-mediunidade.
- XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo (André Luiz). Sexo e Destino. Rio de Janeiro: FEB, 1963. Edição: sexo-e-destino.
- XAVIER, Francisco Cândido (Emmanuel). Vida e Sexo. Rio de Janeiro: FEB, 1970. Edição: vida-e-sexo.