História de um empregado doméstico
Identificação
Jovem empregado doméstico a serviço de uma família de alta posição (a família do Sr. de G…), notável por seu rosto inteligente, maneiras distintas e sentimentos acima de sua condição social. Morreu jovem, durante uma visita à sua terra natal. Evocado após a morte na Sociedade Espírita de Paris.
Situação no mundo espiritual
Revelou que, na penúltima encarnação, pertencera a uma excelente família arruinada. Fora acolhido e educado por um amigo do pai — que na última vida era justamente o Sr. de G…, seu patrão. Envaidecera-se da educação recebida, e por isso escolheu renascer em condição servil para expiar o orgulho (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “História de um empregado doméstico”). Chegou a salvar a vida do Sr. de G… num acidente com uma árvore, quitando assim sua dívida de reconhecimento. Manteve-se puro apesar do contato com companhia viciosa.
Lições principais
- O esquecimento das vidas anteriores é providencial. Se o Sr. de G… soubesse quem era seu criado, ficaria constrangido e a prova de ambos seria comprometida (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “História de um empregado doméstico”).
- A luta contra tendências inatas tem mais mérito que a memória clara do passado. O Espírito declarou: “Tive mais mérito ao lutar assim do que se me tivesse lembrado claramente do passado.”
- Relações anteriores explicam dedicação e simpatia entre pessoas. Muitos exemplos de devotamento entre servidores e patrões têm origem em laços de existências passadas.
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “História de um empregado doméstico”. FEB.