Auguste Michel
Identificação
Moço rico, estroina, que vivia exclusivamente da vida material. Inteligente, mas despreocupado com coisas sérias. Sem maldade, mais bom do que mau, era amado pelos companheiros de prazer. Morreu de queda de carro num passeio. Evocado no Havre em março de 1863.
Situação no mundo espiritual
Passou por perturbação intensa e prolongada. Dias após a morte, ainda se sentia preso ao corpo e sofria dor horrenda, sem compreender por que continuava a sofrer quando o corpo já não sofria. Insistiu para que o médium fosse orar sobre seu túmulo, o que lhe trouxe alívio. Após meses, reconheceu suas faltas: vida inútil, fortuna usada apenas para satisfazer paixões e vaidade, nenhuma boa obra realizada.
Lições principais
- A vida inútil como falta grave. Não ter feito mal não basta; não ter feito bem é faltar com o dever. Auguste reconhece: “Fui um ser inútil no mundo; não fiz nenhum bom emprego de minhas faculdades” (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Auguste Michel”).
- A prece junto ao túmulo tem efeito real. A insistência do Espírito para que orassem sobre seu corpo sugere uma ação magnética mais poderosa para auxiliar o desprendimento quando a prece é feita nas proximidades dos restos mortais (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Auguste Michel”).
- A materialidade da existência prolonga o apego ao corpo. A separação difícil e a longa perturbação são consequência direta de uma vida inteiramente voltada para os gozos materiais (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Auguste Michel”).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “Auguste Michel”. FEB.