Claire
Identificação
Mulher conhecida pelo médium em vida. Pertencia à alta sociedade: bela, rica, rodeada de prazeres e adulações. Não cometeu crimes, mas viveu dominada pelo egoísmo e pela vaidade, sem jamais praticar a caridade verdadeira. Comunicou-se em diversas épocas na Sociedade de Paris, a partir de 1861.
Situação no mundo espiritual
Sofre intensamente o isolamento e o desamparo: ninguém pensa nela, ninguém se ocupa com ela. Vagueia sem repouso, sem asilo e sem esperança. São Luís explica que o egoísmo, que constituiu sua alegria na Terra, tornou-se o verme que lhe rói o coração. Ao longo de comunicações sucessivas, demonstra progresso sensível: passa da revolta e do desespero à resignação, à compreensão da justiça divina e à esperança.
Lições principais
- O egoísmo como castigo de si mesmo. São Luís ensina: “Não amou senão a si mesma, agora não é amada por ninguém; nada deu, não lhe dão nada; está isolada, desamparada, abandonada” — o egoísmo se autoexecuta no mundo espiritual (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Claire”).
- Carregamos em nós nosso céu e nosso inferno. Claire reconhece: “O mal está em mim e não fora de mim; sou portanto eu que devo mudar.” Cada Espírito se move no meio que corresponde às suas faculdades (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Claire”).
- As trevas espirituais. Claire descreve as trevas como “a ignorância, o vazio e o horror do desconhecido” — não chamas físicas, mas a noite da alma para quem ignorou a caridade e desconheceu Deus (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Claire”).
Páginas relacionadas
Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “Claire”. FEB.