Lisbeth

Identificação

Espírito sofredor que se apresentou espontaneamente em Bordeaux, em 13 de fevereiro de 1862. Em sua última existência, viveu na Prússia há cerca de cento e cinquenta anos (c. 1712). Foi mulher rica, bela, nobre, sedutora, egoísta, dissimulada e ambiciosa, que humilhava os que não se prostravam diante dela.

Situação no mundo espiritual

Sofre intensamente, sem ter feito progresso desde a morte, pois o orgulho continua a dominá-la mesmo desencarnada. Reconhece suas faltas, mas seu arrependimento ainda é fruto do sofrimento, e não do genuíno pesar de ter ofendido a Deus. Um Espírito protetor a acompanha desde pouco tempo, coincidindo com o início de sua tomada de consciência.

Lições principais

  1. Arrependimento estéril versus produtivo. “O arrependimento é estéril quando não é senão a consequência do sofrimento. O arrependimento produtivo é aquele que tem por base o pesar de ter ofendido a Deus, e o ardente desejo de reparar” (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Lisbeth”).
  2. O orgulho como “hidra de cem cabeças”. Lisbeth descreve o orgulho como demônio múltiplo que se disfarça de música celeste, penetra nas veias e arrasta para “trevas de martírio eterno” (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Lisbeth”).
  3. A presença do guia como sinal de esperança. A chegada do Espírito protetor coincide com o início do arrependimento, mostrando que Deus não abandona nenhuma criatura (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Lisbeth”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “Lisbeth”. FEB.