Joseph Maitre
Identificação
Pertencente à classe média, de riqueza modesta e boa educação, destinado à indústria. Ficou cego aos vinte anos e, cerca de dez anos antes de morrer, ficou também completamente surdo — restando-lhe apenas o tato como meio de comunicação. Morreu em 1845, por volta dos cinquenta anos. Sua conduta foi sempre exemplar, sem jamais uma queixa. Evocado em Paris em 1863.
Situação no mundo espiritual
Revelou que na existência anterior já ficara cego aos trinta anos, devido a excessos que arruinaram sua saúde. Em vez de reconhecer sua responsabilidade, blasfemou contra Deus, tornou-se insuportável e acabou por suicidar-se (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Joseph Maitre”). Após a morte, permaneceu como Espírito cego — “debatendo-se no vazio” — até que, esgotado, implorou compaixão divina. A luz se fez gradualmente conforme orava. Aceitou então nova encarnação com prova ainda mais rude (cegueira e surdez), prometendo não falhar novamente. Desta vez, suportou tudo com resignação e fé.
Lições principais
- A revolta e o suicídio agravam a situação do Espírito. Joseph permaneceu cego mesmo após a morte, por ter blasfemado contra Deus e se suicidado. A prova teve de ser repetida de forma agravada.
- A fé transforma o isolamento em vida contemplativa fecunda. Na última existência, cego e surdo, sua alma “se elevava para o Eterno, e entrevia o infinito pelo pensamento” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Joseph Maitre”).
- Expiar e reparar são etapas distintas. Joseph reconhece: “Expiei, preciso reparar agora. Minha última existência foi proveitosa apenas para mim; espero em breve recomeçar uma nova em que poderei ser útil aos outros.”
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Joseph Maitre”. FEB.