Marquês de Saint-Paul

Identificação

Morto em 1860. Evocado em 16 de maio de 1861 na Sociedade de Paris, a pedido de sua irmã, que era médium ainda em formação.

Situação no mundo espiritual

Encontra-se em estado de erraticidade, condição transitória que não traz felicidade nem castigo absolutos. Passou longo tempo em perturbação, da qual saiu graças às preces dos que não o esqueceram. Reconheceu pai e mãe ao despertar. Embora prefira mil vezes esse estado à encarnação terrestre, aspira ao “verdadeiro bem e ao verdadeiro belo” e sente que sua alma só ficará saciada aos pés do Criador.

Lições principais

  1. Erraticidade como estado transitório. Nem feliz nem infeliz em termos absolutos, o Marquês ilustra a condição média dos Espíritos errantes que ainda aspiram ao progresso (C&I, 2ª parte, cap. III, “Marquês de Saint-Paul”).
  2. Vidência antes da morte. Nos últimos momentos, tornou-se vidente, referindo-se ao corpo na terceira pessoa (“ele tem sede”), demonstrando a separação consciente entre Espírito e corpo (C&I, 2ª parte, cap. III, “Marquês de Saint-Paul”).
  3. Lembranças da infância nos moribundos. As recordações dos primeiros anos voltam nos momentos finais porque “o começo está mais próximo do objetivo do que o meio da vida” (C&I, 2ª parte, cap. III, “Marquês de Saint-Paul”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. III, “Marquês de Saint-Paul”. FEB.