Charles de Saint-G…, idiota

Identificação

Jovem idiota de treze anos, incapaz de reconhecer os pais ou de pegar sua própria comida — cessação completa de desenvolvimento orgânico. Evocado na Sociedade Espírita de Paris em 1860, com autorização prévia de São Luís.

Situação no mundo espiritual

Ao ser evocado, seu Espírito mostrou-se plenamente lúcido, comparando-se a “um pássaro preso pela pata.” Revelou que sua existência anterior fora a de “um jovem libertino sob Henrique III” e que sua condição era punição imposta por Deus, não escolhida (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Charles de Saint-G…, idiota”). Confirmou que via e ouvia tudo ao redor, mas seu corpo nada compreendia. São Luís explicou que a alma de um idiota está ligada ao corpo por laços materiais, mas não espirituais, podendo desprender-se a qualquer momento.

Lições principais

  1. A idiotia não significa nulidade do Espírito. O Espírito conserva todas as faculdades; apenas os órgãos imperfeitos impedem sua livre manifestação: “é o caso de um homem vigoroso cujos membros seriam comprimidos por amarras” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Charles de Saint-G…, idiota”).
  2. A loucura e o cretinismo são expiações do abuso de faculdades elevadas. Pierre Jouty, na instrução complementar, explica que os cretinos são “seres punidos na terra pelo mau uso que fizeram de poderosas faculdades.”
  3. A pluralidade das existências é a única explicação justa. Sem a reencarnação, seria impossível conciliar a situação dos idiotas com a justiça e bondade de Deus.

Páginas relacionadas

Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Charles de Saint-G…, idiota”. FEB.