Sr. Cardon

Identificação

Médico, morto em setembro de 1862. Trabalhou na marinha mercante como médico de baleeiro e depois exerceu a profissão de médico rural. Diagnosticou a si mesmo uma hipertrofia do coração incurável e predisse o dia de sua morte. Evocado na Sociedade de Paris (médium: Sr. Leymarie).

Situação no mundo espiritual

Não goza ainda da felicidade que entreviu, pois se rebelou contra os pensamentos de fé durante a vida: médico incrédulo, considerava a imortalidade da alma uma ficção. Contudo, converteu-se antes de morrer, e Deus levou em conta suas preces e sua crença final. Encontra-se no “caminho da perfeição”, em estado transitório, sem ser desgraçado.

Lições principais

  1. Experiência de quase-morte como graça divina. Durante uma morte aparente, seu Espírito se desprendeu momentaneamente e contemplou esplendores celestes, retornando para exclamar: “Não temais a morte, é a libertação!” (C&I, 2ª parte, cap. III, “Sr. Cardon”).
  2. Conversão do materialismo pela experiência espiritual. Após uma vida de incredulidade, a razão divina se impôs onde a ciência terrestre se esgotou, mostrando que a fé pode nascer mesmo no fim da existência (C&I, 2ª parte, cap. III, “Sr. Cardon”).
  3. Caridade como dever supremo. Suas últimas palavras aos filhos resumem o ensinamento moral: perdoar os inimigos, dar aos que carecem, ajudar-se mutuamente e ser humilde (C&I, 2ª parte, cap. III, “Sr. Cardon”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. III, “Sr. Cardon”. FEB.