Sra. Anna Belleville
Identificação
Jovem mulher morta aos trinta e cinco anos após longa e cruel doença de três anos, causada por um acidente. Viva, espirituosa, inteligente, de grande retidão de julgamento e qualidades morais, esposa e mãe devotada. Conhecia o Espiritismo sem tê-lo estudado a fundo. Evocada no dia seguinte à morte e em ocasiões posteriores.
Situação no mundo espiritual
Perturbação breve apesar do apego à vida. Reconheceu-se feliz e curada logo após a morte. Revelou que prolongou ela mesma sua agonia por força de vontade, apegando-se ao corpo por amor aos filhos. Expiava um passado em que desconhecera o sofrimento alheio, tratando a própria mãe de “doente imaginária”. Com o tempo, adquiriu missão de consolar afligidos no mundo espiritual.
Lições principais
- A vontade pode retardar a separação. Anna resistiu à morte por três meses, obstinando-se em viver pelos filhos; São Luís confirma que, em casos excepcionais, a vontade pode adiar momentaneamente o desprendimento (C&I, 2ª parte, cap. III, “Sra. Anna Belleville”).
- Expiação pelo sofrimento físico. Sua longa doença expiou a indiferença diante do sofrimento materno numa vida anterior: “Desconhecera o sofrimento; vira minha mãe sofrer sem sentir compaixão” (C&I, 2ª parte, cap. III, “Sra. Anna Belleville”).
- O Espiritismo facilita a transição. Ela mesma reconheceu que, se tivesse compreendido a doutrina em vida, seus sofrimentos teriam sido atenuados e a separação mais fácil (C&I, 2ª parte, cap. III, “Sra. Anna Belleville”).
Páginas relacionadas
Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. III, “Sra. Anna Belleville”. FEB.