Irmã Clara
Identificação
Mensageira de elevada evolução que colabora com o Templo do Socorro em Entre a Terra e o Céu. Clarêncio a convoca quando o caso excede a sua própria capacidade de amor. Menciona ter esperado “há vinte e dois séculos” o reencontro com seus próprios entes queridos encarnados, o que situa sua última passagem terrestre próxima ao início da era cristã.
Papel
Modelo de desobsessão pela ternura maternal. Ao visitar Odila obsidiando Zulmira (cap. 22–23), não a censura nem a combate — enche o recinto de luz irradiada pelos centros de força em pleno equilíbrio, gerando círculos concêntricos de ouro, rosa, azul, verde e violeta. Amplia a visão espiritual de Odila pelo simples toque e a conduz ao argumento que a destrava: o reencontro com o filho morto.
Descrição dos centros pelo narrador: “já atingiu o total equilíbrio dos centros de força que irradiam ondulações luminosas e distintas. Em oração, ao influxo da mente enaltecida, emite as vibrações do seu sentimento purificado, que constituem projeções de harmonia e beleza a lhe fluírem do ser” (cap. 22). As irradiações são a mensagem — “música e linguagem, sabedoria e amor do pensamento a expressar-se” — acessíveis apenas aos Espíritos em faixa evolutiva compatível.
Citações relevantes
“Quem ama semeia a vida e a alegria, combatendo o sofrimento e a morte.” (cap. 23, a Odila)
“Há vinte e dois séculos espero por um minuto igual a este para o meu saudoso e agoniado coração, de vez que os meus amados ainda não se inclinaram para mim.” (cap. 23)
“Porque não te dispões a clarear o próprio caminho, a fim de reencontrares o teu anjo e embalá-lo, de novo, em teus braços, ao invés de te consagrares inutilmente à vingança que te cega os olhos e enregela o coração?” (cap. 23)
Obras associadas
- entre-a-terra-e-o-ceu — converte Odila e sustenta o reajuste da família
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Fontes
- XAVIER, Francisco Cândido (André Luiz). Entre a Terra e o Céu. Rio de Janeiro: FEB, 1954. Caps. 22–40.