Adélaide-Marguerite Gosse
Identificação
Humilde criada da Normandia, perto de Harfleur. Entrou para o serviço de ricos criadores de gado aos onze anos. Quando uma cheia do Sena arruinou seus patrões, vinculou seu destino ao deles: deu-lhes suas economias de quinhentos francos, continuou a servi-los sem ordenado e, após a morte deles, sustentou a filha deles (viúva e sem recursos) por quase meio século. Recebeu medalha de honra da Sociedade de Emulação de Rouen e homenagens das lojas maçônicas do Havre. Morreu de um ataque de paralisia, sem sofrimento. Evocada na Sociedade de Paris em 27 de dezembro de 1861.
Situação no mundo espiritual
Declarou-se feliz, recompensada por Deus “cheio de amor e de misericórdia.” Revelou que em duas existências anteriores ocupara posição elevada, fazendo o bem sem sacrifício por ser rica. Sentindo que avançava lentamente, pediu para voltar numa condição ínfima onde teria de lutar contra as privações (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Adélaide-Marguerite Gosse”). Escolheu servir seus antigos benfeitores para quitar uma dívida de reconhecimento. No mundo espiritual, eles a consideram superior a si mesmos.
Lições principais
- A prova escolhida voluntariamente acelera o progresso. Marguerite pediu existência humilde para avançar mais rapidamente do que fazendo o bem sem esforço (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Adélaide-Marguerite Gosse”).
- A caridade abnegada é a mais meritória. Seu sacrifício de quase cinquenta anos sem esperar recompensa terrena ilustra a caridade em ação.
- As posições se invertem entre existências. A criada humilde revelou-se Espírito mais elevado que seus patrões, esperando reencarnar num mundo onde a dor é desconhecida.
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Adélaide-Marguerite Gosse”. FEB.