A Srta. Emma
Identificação
Srta. Emma Livry. Jovem mulher morta em consequência de acidente causado pelo fogo, após cruéis sofrimentos. Apresentou-se espontaneamente na Sociedade Espírita de Paris em 31 de julho de 1863, pouco após sua morte. Deu também comunicação espontânea no Havre em 30 de julho de 1863.
Situação no mundo espiritual
Feliz, serena. Não conheceu a perturbação e entrou recolhida no dia radioso reservado aos que sofreram muito com esperança. Sua fé católica original transmutou-se em compreensão espiritual — o fogo que consumiu seu corpo a despojou do apego às coisas passageiras:
“A chama que consumiu meu fraco corpo despojou-me do apego àquilo que passa; assim morri já vivendo a verdadeira vida.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “A Srta. Emma”)
Reconheceu que o anjo guardião e Espíritos amigos a assistiram durante as longas noites de insônia e febre, murmurando-lhe palavras de esperança. Bendisse a chama, os sofrimentos e a prova como expiação purificadora.
Lições principais
- O sofrimento físico como expiação libertadora. Emma bendiz o fogo que lhe consumiu o corpo, reconhecendo nele a expiação que a livrou do peso do orgulho e das seduções da juventude (C&I, 2ª parte, cap. II, “A Srta. Emma”).
- A assistência espiritual nos momentos de dor. Mesmo nos piores sofrimentos, foi assistida pelo anjo guardião e por Espíritos amigos que lhe refrescavam os lábios e traziam esperança (C&I, 2ª parte, cap. II, “A Srta. Emma”).
- Resignação e recompensa proporcional. Exortou a aceitar resignadamente os sofrimentos e a não temer a morte, pois Deus recompensa além de todo mérito aqueles que suportaram sem queixa (C&I, 2ª parte, cap. II, “A Srta. Emma”).
Páginas relacionadas
Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “A Srta. Emma”. FEB.