Duplo suicidio por amor e por dever

Identificacao

Palmyre, modista, e o Sr. B…, antigo pretendente. Palmyre casou-se com o Sr. D… por respeito filial, embora amasse B…, que tambem se casou tentando esquecer a paixao. Durante quatro anos, ambos mantiveram seus deveres conjugais. Reencontrando-se por circunstancia fortuita, concordaram que a morte era o unico remedio e suicidaram-se juntos por asfixia. Relato publicado em 13 de junho de 1862; evocados na Sociedade de Paris oito dias depois.

Situacao no mundo espiritual

Ambos estao mergulhados em perturbacao e separados por trevas. Palmyre nao ve nada — “uma noite profunda” os oculta um do outro. Sente uma mistura de gelo e fogo, com sofrimento concentrado no cerebro e no coracao. Ouve “risos infernais” e vozes que lhe gritam “Sempre assim!” Mal consegue ouvir as palavras de esperanca que lhe sao dirigidas (C&I, 2a parte, cap. V, “Duplo suicidio por amor e por dever”).

Um Espirito informou que suas almas “desencontradas se buscarao sem cessar” por migracoes sucessivas, sofrendo “o duplo suplicio do pressentimento e do desejo” ate cumprida a expiacao (C&I, 2a parte, cap. V, “Duplo suicidio por amor e por dever”).

Licoes principais

  1. Fugir da luta e desercao — Embora a intencao de nao faltar ao dever fosse digna, o verdadeiro merito teria consistido em vencer o arrebatamento. Kardec os compara ao “desertor que se esquiva no momento do perigo” (C&I, 2a parte, cap. V, “Duplo suicidio por amor e por dever”, Observacao).
  2. Separacao prolongada — A pena consiste justamente em se procurarem sem se encontrar, tanto no mundo espiritual quanto em encarnacoes futuras.
  3. A duracao da pena depende do proprio Espirito — A expiacao nao e absoluta: depende de como suportarao as provas futuras, e a prece pode ajuda-los (C&I, 2a parte, cap. V, “Duplo suicidio por amor e por dever”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Ceu e o Inferno. 2a parte, cap. V, “Duplo suicidio por amor e por dever”. FEB.