Sixdeniers
Identificação
Homem de bem, morto por afogamento (acidente). Conhecido pelo médium durante a vida. Evocado em Bordeaux em 11 de fevereiro de 1861.
Situação no mundo espiritual
Feliz. Ficou muito tempo antes de se reconhecer, mas com a graça de Deus e a ajuda dos que o rodeavam, quando a luz se fez, foi inundado de felicidade. Descreveu a transição da vida terrestre à espiritual com uma metáfora poderosa:
“Sonha que estás encerrada numa masmorra infecta (…) e sente-te transportada subitamente para um Éden delicioso. Desperta cercada por todos aqueles que amaste e choraste; vê à tua volta seus rostos adorados te sorrirem felizes.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sixdeniers”)
Embora bom de coração, não tinha fé em vida, o que lhe custou um período de expiação antes de alcançar a posição feliz. Deus levou em conta o bem praticado e as dores suportadas com resignação. Como Espírito, ocupava-se em guiar Espíritos sofredores de volta ao bem.
Lições principais
- A missão de guia espiritual. Sixdeniers ilustra o papel dos bons Espíritos que conduzem sofredores ao arrependimento — tão logo reconduzem um ao bem, pegam outro, sem abandonar os primeiros (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sixdeniers”).
- A bondade natural como contrapeso à falta de fé. Mesmo sem fé declarada, a bondade de coração e a resignação diante das dores foram pesadas com amor pela justiça divina, apagando rapidamente o mal (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sixdeniers”).
- O amor como chave da felicidade eterna. Sixdeniers sintetiza: “Para te explicar a felicidade eterna, dir-te-ei: ama! Pois só o amor pode fazer pressenti-lo; e quem diz amor, diz ausência de egoísmo” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sixdeniers”).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “Sixdeniers”. FEB.