Pascal Lavic

Identificação

Pobre marinheiro, pescador, de quarenta e nove anos, nascido em Calais. Pereceu no mar em 11 de dezembro a bordo do barco l’Alerte, arrastado por uma onda diante de Trouville. Seu corpo foi reencontrado em 6 de agosto, mutilado. Comunicou-se espontaneamente com um médium do Havre em 9 de agosto de 1863, e depois em 12 de agosto.

Situação no mundo espiritual

Sofreu terrivelmente. Seu Espírito permaneceu preso ao corpo e vagueou com ele nas ondas do mar por meses, sem conseguir se desprender. A separação só se completou quando reconheceu suas faltas. Após as preces dos familiares e do médium, encontrou algum alívio, mas ainda sofre e pede orações.

Lições principais

  1. O Espírito pode permanecer junto ao corpo mesmo após a morte. Pascal vagueou com seu corpo no mar, incapaz de se desprender, numa terrível prova que prolongou a agonia espiritual muito além da morte física (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Pascal Lavic”).
  2. O reconhecimento das faltas como condição para o desprendimento. A separação do Espírito só se consumou quando ele reconheceu suas faltas: “Se, por muito tempo, meu Espírito vagueou com meu corpo, é porque eu tinha que expiar” (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Pascal Lavic”).
  3. A prece como socorro eficaz. As preces dos que ficaram na Terra o tiraram do estado de perturbação e incerteza, demonstrando o poder da intercessão dos encarnados (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Pascal Lavic”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “Pascal Lavic”. FEB.