A morte do Justo
Identificação
Comunicação genérica dada pelo Espírito Georges na Sociedade Espírita de Paris, logo após a primeira evocação do Sr. Sanson. Não se trata de um Espírito evocado, mas de uma mensagem espontânea sobre a morte serena do homem justo, usando o caso Sanson como exemplo.
Situação no mundo espiritual
O Espírito Georges descreve a morte do justo como uma passagem natural, sem abalo, em que a vida espírita sucede à terrestre como o dia sucede à aurora:
“A morte do homem do qual vos ocupais neste momento foi a do justo; ou seja, acompanhada de calma e de esperança. Como o dia sucede naturalmente à aurora, a vida espírita sucedeu para ele à vida terrestre, sem abalo, sem dilaceramento.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “A morte do Justo”)
Em contraste, a alma de quem morre sem fé “se dilacera e palpita escapando do corpo, e lançando-se, inconsciente de si mesma, no espaço.”
Lições principais
- A caridade para além do visível. O Espírito exorta a orar pelos Espíritos perturbados, lembrando que a caridade não se restringe à humanidade visível, mas alcança também os seres que povoam o espaço (C&I, 2ª parte, cap. II, “A morte do Justo”).
- O amor como princípio universal. Georges compara o amor ao mar que se desdobra numa perspectiva infinita, e afirma que esse sentimento deve reunir vivos e Espíritos na mesma comunhão de caridade (C&I, 2ª parte, cap. II, “A morte do Justo”).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “A morte do Justo”. FEB.