O suicida da Samaritaine
Identificacao
Homem de cerca de cinquenta anos, cuja identidade nao foi estabelecida. Cortou a garganta com uma navalha num banho do estabelecimento da Samaritaine, em Paris, em 7 de abril de 1858. Foi evocado na Sociedade de Paris seis dias apos a morte.
Situacao no mundo espiritual
Encontra-se em estado de profunda perturbacao: nao sabe que esta morto e acredita ainda habitar o corpo. Sente-se asfixiado dentro do caixao e percebe os vermes que lhe roem o cadaver. Declarou ter fugido do sofrimento terrestre apenas para encontrar a tortura (C&I, 2a parte, cap. V, “O suicida da Samaritaine”).
O Espirito de Sao Luis esclareceu que o suicida permanece ligado ao corpo ate o fim natural da vida que interrompeu, e que a morte natural liberta, ao passo que o suicidio “quebra-a inteiramente” (C&I, 2a parte, cap. V, “O suicida da Samaritaine”, q. 17).
Licoes principais
- Perturbacao pos-morte — A ilusao de ainda estar vivo e comum nos recem-desencarnados, especialmente nos que viveram mais da vida material do que da espiritual. No suicida, essa ilusao se torna suplicio prolongado (C&I, 2a parte, cap. V, “O suicida da Samaritaine”).
- Ligacao ao corpo — O Espirito do suicida permanece vinculado ao corpo fisico pelo tempo que restava de vida natural, experimentando as sensacoes da decomposicao.
- Descrenca no futuro — O suicida confessou: “Eu nao acreditava mais nisso; estava sem esperanca. O futuro e a esperanca” (C&I, 2a parte, cap. V, “O suicida da Samaritaine”, q. 12). A falta de fe no porvir conduziu ao ato extremo.
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Fontes
- Kardec, Allan. O Ceu e o Inferno. 2a parte, cap. V, “O suicida da Samaritaine”. FEB.