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Psicologia da Gratidão

Dados bibliográficos

  • Autor espiritual: Joanna de Ângelis
  • Médium: Divaldo Pereira Franco
  • Tipo: Livro psicografado
  • Local de psicografia: Salvador-BA (assinatura final em 1° de janeiro de 2011)
  • Editora: LEAL — Livraria Espírita Alvorada Editora (Centro Espírita Caminho da Redenção / CECR, Pau da Lima, Salvador-BA)
  • Data: 2011 (1ª ed.) · 3ª ed. consultada: 2014, 240 p.
  • Estrutura: prefácio “Psicologia da Gratidão” + 11 capítulos, cada um com 3-4 subseções
  • Série Psicológica – Especial vol. 16
  • ISBN: 978-85-8266-060-7
  • CDD: 133.90
  • Nível na hierarquia da wiki: 3 — Complementar consagrado
  • Posição na série: vol. 16 (Especial) da Série Psicológica de Joanna de Ângelis, sucessor cronológico de em-busca-da-verdade (vol. 15, 2009). Publicado em homenagem ao sesquicentenário de O Livro dos Médiuns (1861-2011), conforme declarado em nota de rodapé do cap. 11 — análogo a Encontro com a Paz e a Saúde (vol. 14, 2007), homenagem ao sesquicentenário de O Livro dos Espíritos.
  • Texto integral: psicologia-da-gratidao-psicografia-divaldo-pereira-franco-espirito-joanna-de-angelis

Tese central

Volume monográfico dedicado ao tratamento sistemático da gratidão como instrumento psicoterapêutico — único da Série Psicológica voltado integralmente a uma única virtude moral. A tese, anunciada literalmente na contracapa e repetida no fecho do prefácio, é precisa:

“A psicologia da gratidão torna-se um instrumento hábil no eixo ego/Self, devendo ser vivenciada em todos os momentos da existência corporal como roteiro de segurança para a conquista da sua realidade. Filha do amadurecimento psicológico, enriquece de paz e de alegria todo aquele que a cultiva.” (prefácio)

A obra rompe com a leitura ingênua da gratidão como retribuição mercadológica (“devolução pelo recebido”) e a relê como estado interior maduro do Self — psicoterapia em si, não apenas virtude. O grato não espera resposta, não negocia, e por isso “nunca experimenta nenhum tipo de decepção ou queixa” (cap. 1). A ingratidão é diagnosticada como “filha inditosa da soberba”, “síndrome de atraso moral e de perturbação emocional” (cap. 9), e o ingrato como “alguém que perdeu o endereço da felicidade” (cap. 3).

A continuidade com a Série é nítida: o aparato junguiano sombra/eixo ego-Self/anima-animus/persona/individuação/numinoso, consolidado em vols. 11 (Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda) e 15 (Em Busca da Verdade), é reaplicado especificamente à gratidão. Aporte distintivo deste vol. 16: a gratidão é tratada como o caminho privilegiado para a individuação (cap. 11) — “a gratidão é, portanto, um momento de individuação, quando o ser humano recorda o passado com alegria, considerando os trechos do caminho mais difíceis que foram vencidos”.

A ancoragem evangélica é direta: Jesus como “Homem-luz, único ser que não tinha o lado sombra, maior exemplo de maturidade psicológica” (cap. 3) — vida dedicada à gratidão pelo amor, perdão, misericórdia e compaixão. A ancoragem kardequiana opera por três vias: (a) citação literal de Santo Agostinho via ESE cap. XIV, item 9 (mensagem de 1862, sobre as provas como bênção — cap. 2); (b) reconhecimento de Allan Kardec como sistematizador das dez leis morais que estabelecem “a psicologia da dignidade humana” (cap. 9), comparando o esquema kardequiano à individuação junguiana; (c) homenagem explícita a O Livro dos Médiuns no cap. 11 (sesquicentenário 1861-2011), com Kardec descrito como o “preclaro estudioso dos fenômenos da vida e da imortalidade”.

Estrutura por capítulo

Prefácio — Psicologia da Gratidão

Abertura com o mito de Perseu — modelo padrão da Série de iniciar pela narrativa mítica que carrega o eixo psicológico. Perseu (filho de Zeus e Dânae) vence a Medusa olhando-a apenas pelo reflexo do escudo polido de Atena, salva Andrômeda, devolve aos deuses os presentes recebidos “agradecido aos deuses”, e renuncia ao reino que lhe cabia por herança ancestral. A leitura psicológica fixa gratidão como maturidade emocional: “o triunfo da coragem por amor, da gratidão por maturidade emocional, da proteção aos fracos em ato de compaixão, da renúncia aos bens transitórios”. Encerra com a fórmula-tese: “São convocados para essa luta sem quartel os Perseus destemidos, capazes de superar as circunstâncias aziagas, fixados na proteção de Deus que vela pelas Suas criaturas.”

1 — A bênção da gratidão

O significado da gratidão · A vida e a gratidão · A consciência da gratidão. Define gratidão como sentimento maduro distinto da retribuição: “A gratidão é um sentimento mais profundo e significativo, porque não se limita apenas ao ato da recompensa habitual.” Etimologia (latim gratus — agradável). Tese de Jung incorporada como horizonte: “a finalidade da vida não é a aquisição da felicidade, mas a busca de sentido, de significado”. Cita o santo seráfico de Assis (irmão Sol, irmã Lua) como protótipo do estado numinoso gratulatório. Inclui a parábola moderna do elefante Bozo no circo de Londres, salvo por Rudyard Kipling que lhe falou em hindustani — gratidão recíproca como salvação. Encerramento-síntese: “A gratidão é a assinatura de Deus colocada na Sua obra.”

2 — O milagre da gratidão

A sombra perturbadora · O inconsciente coletivo · O ser maduro psicologicamente. Tipologia tripartite da sombra (Friedrich Dorsch): pessoal, coletiva, arquetípica. Citação literal de Santo Agostinho via ESE cap. XIV, item 9 (mensagem de 1862): “As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus.” Aporta o apóstolo Paulo como modelo (“sempre o mesmo na alegria, no bem-estar, no sofrimento, no testemunho”) — gratidão em qualquer circunstância. Conclui que “a sombra densa das paixões inferiores é o maior obstáculo psicológico à vivência da proposta da gratidão”.

3 — Compromissos da gratidão

Gratidão na família · Gratidão na convivência social · Gratidão pela vida. Capítulo central. Abre com Mt 5:44-45 (Sermão da Montanha — “Amai aos vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”) lido como “maneira psicológica saudável da gratidão”. Família como “praça de guerra reencarnatória” — “o renascimento dá-se ao lado dos Espíritos que se necessitam uns aos outros para o mister da evolução”. Confúcio: “Aja com bondade, mas não espere gratidão” — renúncia à expectativa retributiva. Tese-aporte sobre Jesus: “Jesus, o Homem-luz, único ser que não tinha o lado sombra, maior exemplo de maturidade psicológica, fez da Sua uma vida dedicada à gratidão, pelo amor com que enriqueceu a Terra desde então, vivendo exclusivamente para o amor e o perdão, a misericórdia e a compaixão.”

4 — A conquista da plenitude pela gratidão

Exercício da gratidão · Aplicativos gratulatórios · Rendendo-se à gratidão. Revisão histórica da Psicologia: Pierre Janet, Théodore Flournoy (estudo de Hélène Smith), Frederic Myers, William James (caso Sra. Piper — “para se demonstrar que nem todos os corvos são negros, basta somente apresentar um corvo branco”), Maslow, Stanislav Grof, Elisabeth Kübler-Ross, John Pierrakos — Psicologia Transpessoal nos seminários de Big Sur. Cinco etapas junguianas da consciência: (1) participation mystique; (2) distinção Eu↔outro; (3) projeções para símbolos abstratos (deus); (4) “centro vazio” / homem moderno em busca da alma; (5) reintegração da consciência com a inconsciência → função transcendente, símbolo unificador. Tese: “Agradecer emocionalmente ser-se transcendente é autopsicoterapia de otimismo que liberta o Narciso interno da sua imagem irreal.”

5 — A gratidão como roteiro de vida

O ser humano perante a sua consciência · A busca do Self coletivo · A gratidão e a plenitude. Crítica ao “conceito machista e primário de que a gratidão é um sentimento feminino”. Tradição do Bhagavad Gita (Krishna instruindo Arjuna). Crítica ao Concílio de Niceia (325 d.C.) por excluir o Livro de Enoque do cânon. Lê o mito bíblico de Jó como modelo de gratidão a Deus mesmo na perda total. Encerra com o diálogo de Sólon e Creso (via Heródoto): a transitoriedade dos valores materiais, e a humildade como porta da gratidão.

6 — A gratidão como recurso para a aquisição da paz

Heranças afligentes · Conflitos existenciais e fugas psicológicas · Autorrealização e paz. Crítica ao desporto radical e às competições que confundem coragem com desamor à existência. Paulo retorna explicitamente: “se comportava da mesma forma, quer estivesse coroado de alegrias, quer experimentasse o cárcere e a provação” — sentido psicológico da existência como serviço a Jesus. Articulação direta com a lei de causa e efeito: “somente lhe acontece o que é de melhor para o seu processo de evolução”. Conexão temática direta com Conflitos Existenciais (vol. 13).

7 — A gratidão: meta essencial da existência humana

Ambições psicológicas e transtornos de conduta · Sonhos de felicidade e significado existencial · Sentimentos de mágoa e de desencanto. Crítica à sociedade do consumo, ao narcisismo das celebridades, à anorexia/bulimia da juventude. Diagnóstico das ambições desordenadas como atalhos falsos para a felicidade — “o ego destaca-se, perverso, em todos os cometimentos, e a ingratidão assinala a maneira de ser de cada um”. A mágoa é descrita como recusa do crescimento; o desencanto como sintoma da expectativa de retribuição não atendida.

8 — A gratidão como terapêutica eficaz

A neurose coletiva · A tradição e a perda do sentido existencial · A gratidão como sentido motivador da existência. Diagnóstico da neurose coletiva contemporânea (Erich Fromm em fundo, sem nomeação direta). Crítica à tradição como pretexto para submissão irracional, ao temor a Deus como pedagogia e ao respeito imposto pela hierarquia geracional. Paulo explicitamente citado: “na sua epístola aos Colossenses, no capítulo 3, versículo 16, exorta os discípulos, convidando-os a louvar Deus com gratidão em seus corações” (Cl 3:16) — referência também à gratidão pelos sofrimentos em 2 Coríntios.

9 — A psicologia da dignidade

Aquisição da dignidade humana · Heranças perturbadoras · Dignidade e gratidão. Capítulo-articulador entre Psicologia e Doutrina. Crítica ao fatalismo genético em favor do Self responsável (procedência espiritual). Cita C.S. Lewis (Oxford, séc. XIX) que detectou a lei moral “evitando a designação de Deus, que desagradava os cientistas de então”. Aporte explícito sobre Kardec: “Allan Kardec, o preclaro estudioso dos fenômenos da vida e da imortalidade, por sua vez detectou a lei natural, que é a lei de amor, defluente de Deus, e apresentou um complexo e completo esquema sobre as dez leis morais que dela se derivam, abarcando tudo quanto se faz necessário para o estabelecimento da psicologia da dignidade humana, do comportamento correto. O esquema kardequiano inicia-se com a análise Da lei divina ou natural e termina no capítulo Da lei de justiça, de amor e de caridade, para deter-se num estudo pleno a respeito Da perfeição moral, que antecede os valiosos esforços da Psicologia junguiana, estabelecendo como o instante pleno da vida aquele que diz respeito à individuação, ao estado numinoso.” Pirâmide de Maslow + Frankl (significado existencial) integrados ao esquema. Inclui a parábola contemporânea do motorista de táxi e a maleta esquecida — diagnóstico clínico da ingratidão como ferida moral.

10 — Técnicas da gratidão

Gratidão a curto e a longo prazo · Gratidão como norma de conduta · Gratidão e alegria de viver. Conta a parábola do Mahatma Gandhi e o pai indiano (educar uma criança órfã paquistanesa como forma de redenção do filho assassinado). Tese: “um gênero de gratidão desconhecido é o perdão real”. Cita Kierkegaard (“ninguém pode dar a fé a outrem”) e Nietzsche (“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisardes passar para atravessar o rio. Ninguém, exceto tu!”) como modelos da intransferibilidade da experiência. Apresenta a imaginação ativa junguiana como técnica concreta para vivenciar simbolicamente as aspirações reprimidas, integrando o inconsciente. Conclui: “A gratidão envolve-se em força estimuladora para todos os empreendimentos vitais, tornando-se uma forma, uma norma de conduta.”

11 — Gratidão como caminho para a individuação

Experiências visionárias · Encontro com o Self · Conquista da individuação e da gratidão. Capítulo de fechamento. Abre com a parábola contemporânea do pai com a forca no celeiro (joias escondidas como segunda chance ao filho dissipador). Citação literal de Jung sobre o Self: “a representação do objetivo do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade, com ou contra sua vontade”. Inclui a homenagem ao sesquicentenário de O Livro dos Médiuns (1861-2011) em nota de rodapé: “Allan Kardec apresentou O Livro dos Médiuns… que é um tratado incomum sobre a imensa fenomenologia paranormal” — episódio Freud×Jung em Viena (estalidos catalépticos na estante) e estudos de O Livro dos Médiuns como fenômenos válidos. Charles Richet (“sexto sentido”). Lévy-Bruhl (participation mystique). Imago Dei. Tipologia das experiências visionárias: anímicas vs. mediúnicas (psicografia com duas mãos, correspondências cruzadas, profetismo, xenoglossia, ectoplasmia). Tese-síntese:

“A gratidão é, portanto, um momento de individuação, quando o ser humano recorda o passado com alegria, considerando os trechos do caminho mais difíceis que foram vencidos, alegrando-se com o presente e encarando o futuro sem nenhum receio.”

Encerra com a parábola moderna do carneiro e o menino em Boston — Eduardo Baer adotando o menino que dera de beber ao animal exausto, formando o Dr. Carlos Mors — gratidão como “missionário do amor e da bondade”. Última frase do livro: “A gratidão abrange, num afetuoso abraço, os sentimentos que dignificam os seres humanos e os tornam merecedores de felicidade, quando estarão instalando no íntimo o decantado Reino dos Céus, conforme proposto por Jesus, o maior psicoterapeuta da Humanidade.”

Temas centrais

  1. Gratidão como estado maduro do Self, não retribuição mercadológica — psicoterapia em si.
  2. Eixo ego/Self junguiano como aparato analítico central; gratidão como instrumento privilegiado da integração.
  3. Sombra perturbadora (Friedrich Dorsch + Jung) como o maior obstáculo psicológico à vivência da gratidão.
  4. Jesus como Homem-luz sem sombra — modelo absoluto de maturidade psicológica e vida dedicada à gratidão.
  5. Paulo como modelo apostólico operacional (Cl 3:16; 2Co; Fp 4:11-13 implícito) — gratidão idêntica em alegria e sofrimento.
  6. Ancoragem direta em ESE cap. XIV, item 9 (Santo Agostinho 1862) — provas como bênção.
  7. As dez leis morais kardequianas como “psicologia da dignidade humana” — equivalência operacional explícita com o esquema junguiano da individuação.
  8. Gratidão como caminho para a individuação — aporte distintivo do volume sobre Reino dos Céus, sukha e estado numinoso.
  9. Volume publicado em homenagem ao sesquicentenário de O Livro dos Médiuns (1861-2011), com Kardec lido como pesquisador empírico dos fenômenos paranormais.

Conceitos tratados

  • gratidao — conceito-tema da obra.
  • individuacao — meta articulada no cap. 11 como destinação da gratidão.
  • numinoso — estado pleno do Self gratulatório.
  • contentamento — virtude irmã, articulada via Paulo (Fp 4:11-13).
  • lei-de-adoracao — gratidão como dimensão da Lei de Adoração (LE q. 660-663).
  • lei-de-justica-amor-e-caridade — referenciada explicitamente no cap. 9 como ápice do esquema kardequiano.
  • lei-de-causa-e-efeito — ancoragem ética da gratidão pelas adversidades (cap. 6).
  • lei-do-progresso — citada literalmente no cap. 9 e cap. 11 como impulsionadora do Espírito.
  • egoismo — diagnosticado no cap. 5 como predomínio que bloqueia a gratidão.
  • humildade — porta da gratidão (cap. 1; Sólon-Creso no cap. 5).
  • Perdão — descrito como “gênero de gratidão desconhecido” (cap. 10); sem página dedicada na wiki.
  • prece — emanação vibratória articulada com a gratidão (presente em todo o livro).
  • reencarnacao — leitura reencarnacionista das heranças no inconsciente (cap. 11).
  • perispirito — sede dos arquivos das experiências pretéritas (cap. 11).
  • mediunidade — caps. 4 e 11 (estudos de Kardec e fenomenologia mediúnica).
  • psicologia-transpessoal — Big Sur, Maslow, Grof, Kübler-Ross, Pierrakos (cap. 4).

Personalidades citadas

  • joanna-de-angelis — autora espiritual.
  • divaldo-franco — médium psicógrafo.
  • jesus — modelo absoluto de maturidade psicológica e gratidão.
  • allan-kardec — sistematizador das dez leis morais como “psicologia da dignidade” (cap. 9); homenageado no cap. 11 pelo sesquicentenário do LM.
  • carl-gustav-jung — fonte do aparato Self/sombra/individuação/numinoso/imaginação ativa; episódio Freud×Jung em Viena.
  • Paulo — Cl 3:16 + 2Co; modelo de gratidão idêntica em alegria e sofrimento.
  • São Francisco de Assis (“seráfico de Assis”, “irmão alegria”) — protótipo do estado numinoso (caps. 1, 2).

Personalidades históricas, filosóficas e psicológicas citadas (sem página na wiki)

  • Friedrich Dorsch — tipologia tripartite da sombra (cap. 2).
  • Pierre Janet — automatismo psicológico (cap. 4).
  • Théodore Flournoy — estudo de Hélène Smith (cap. 4).
  • Frederic Myers — Sra. Newham (cap. 4).
  • William James — Sra. Piper (cap. 4).
  • Abraham Maslow — pirâmide das necessidades (cap. 9).
  • Stanislav Grof, Elisabeth Kübler-Ross, John Pierrakos — Big Sur (cap. 4).
  • Viktor Frankl — significado existencial (cap. 9).
  • C.S. Lewis — lei moral (cap. 9).
  • Charles RichetTratado de metapsíquica humana / sexto sentido (cap. 11).
  • Sigmund Freud — episódio do rompimento com Jung em Viena (cap. 11).
  • Jean-Martin Charcot — hipnose em Paris (cap. 11).
  • Robert Louis Stevenson — implícito (referência junguiana à dualidade).
  • Lucien Lévy-Bruhlparticipation mystique (cap. 11).
  • Søren Kierkegaard, Friedrich Nietzsche — citações no cap. 10.
  • Confúcio“Aja com bondade, mas não espere gratidão” (cap. 3).
  • Krishna / Bhagavad Gita — instrução a Arjuna (cap. 5).
  • Heródoto / Sólon / Creso / Ciro — diálogo da efemeridade (cap. 5).
  • — modelo bíblico de gratidão na perda (cap. 5).
  • Mahatma Gandhi — parábola do indiano e da criança paquistanesa (cap. 10).
  • Santa Tereza d’Ávila, São João da Cruz, Michelangelo, Santo Agostinho (citado via ESE) — momentos de individuação (cap. 11).
  • Rudyard Kipling — Bozo o elefante (cap. 1).
  • Eduardo Baer / Dr. Carlos Mors — parábola do carneiro em Boston (cap. 11).
  • Paul Tillich, Rollo May — Psicologia Existencial (cap. 7).

Divergências

Nenhuma divergência estrutural com Kardec identificada. A obra opera no registro de aprofundamento psicológico sobre temas já fixados pelo Pentateuco. Pontos sensíveis investigados:

  • Confúcio “Aja com bondade, mas não espere gratidão” (cap. 3) — convergente com a renúncia à expectativa retributiva ensinada por Jesus em Mt 6:1-4 e ESE cap. XIII.
  • Crítica ao Concílio de Niceia (325) por excluir o Livro de Enoque (cap. 5) — não-doutrinal; alinha com a posição kardequiana de que cânones eclesiásticos posteriores não fixam autoridade sobre a Doutrina dos Espíritos.
  • Reencarnação como psicoterapia divina (caps. 6, 11) — alinhada com LE q. 132+ e reencarnacao.
  • Equivalência operacional Self ≈ princípio inteligente (cap. 11) — mesma posição já fixada em Em Busca da Verdade via citação literal de LE q. 540; não há identificação ontológica entre Self e Deus.
  • Aparato junguiano (sombra/anima-animus/persona/individuação) usado operacionalmente, sem trair o tripé Espírito-perispírito-corpo nem a hierarquia kardequiana.
  • Citação direta de Santo Agostinho via ESE cap. XIV item 9 (cap. 2) — ancoragem kardequiana explícita.

Fontes

  • Joanna de Ângelis / Franco, Divaldo Pereira (psicografia). Psicologia da Gratidão. 3. ed. Salvador: LEAL — Livraria Espírita Alvorada Editora, 2014. 240 p. (Série Psicológica – Especial, vol. 16). ISBN 978-85-8266-060-7. 1ª ed.: 2011 (assinatura final em 1° de janeiro de 2011). Edição: psicologia-da-gratidao-psicografia-divaldo-pereira-franco-espirito-joanna-de-angelis.
  • Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. FEB. Esp. cap. XIV, item 9 (mensagem de Santo Agostinho de 1862, citada literalmente na obra).
  • Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. FEB. Esp. q. 540 (princípio inteligente), q. 660-663 (Lei de Adoração — gratidão como prece), q. 919 (vontade firme), q. 920-933 (felicidade e infelicidade).
  • Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns. Trad. Guillon Ribeiro. FEB. (Obra homenageada pelo sesquicentenário 1861-2011, cap. 11.)
  • Bíblia. Mt 5:44-45 (cap. 3); Cl 3:16 (cap. 8); 2Co (cap. 8); referências a Jó (cap. 5).