O pai e o recruta
Identificacao
Negociante de Paris, pai de familia, estimado pelos vizinhos. Suicidou-se no inicio da guerra da Italia (1859) para isentar o filho do servico militar, tornando-o filho unico de viuva. Evocado na Sociedade de Paris um ano apos a morte.
Situacao no mundo espiritual
Sofre duplamente: na alma e num corpo que ja nao possui, comparando a sensacao a de um amputado que sente dor no membro ausente. Nao conseguiu, a principio, escrever o nome de Deus — so o fez apos grande esforco de arrependimento, em caracteres tremidos e muito grandes (C&I, 2a parte, cap. V, “O pai e o recruta”).
Reconhece que a pena sera menos longa em razao do motivo paternal, mas afirma que “a acao praticada nao e menos ma” (C&I, 2a parte, cap. V, “O pai e o recruta”, q. 3).
Licoes principais
- Boa intencao nao anula a falta — O amor paterno atenuou a pena, mas nao a eliminou. Sao Luis esclareceu que faltou a esse homem confianca em Deus, falta “sempre punivel” (C&I, 2a parte, cap. V, “O pai e o recruta”, q. 10).
- Interferencia no destino alheio — Ao tentar poupar o filho, pode ter impedido que o destino deste se cumprisse, privando-o de provas necessarias ao seu avanco.
- Ninguem tem o direito de dispor da propria vida — A vida foi dada em vista de deveres a realizar na Terra, e nao deve ser abreviada voluntariamente sob nenhum pretexto (C&I, 2a parte, cap. V, “O pai e o recruta”, Observacoes).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Ceu e o Inferno. 2a parte, cap. V, “O pai e o recruta”. FEB.