Louis e a costureira de botinas

Identificacao

Louis G…, sapateiro, e a Srta. Victorine R., costureira de botinas. Estavam noivos e prestes a casar. Apos uma querela trivial, Victorine recusou toda reconciliacao. Louis, em desespero, cravou o trinchete (faca de sapateiro) no proprio coracao, a porta dela. Evocado na Sociedade de Paris em agosto de 1858.

Situacao no mundo espiritual

Louis ainda se encontra perturbado: “parece-me estar ainda ali, a sua porta”. Lamenta o suicidio, mas inicialmente mais por considerar que Victorine “nao o merecia” do que por compreender a gravidade do ato. Reconhece que a paixao o cegou e que deveria te-la deixado em paz (C&I, 2a parte, cap. V, “Louis e a costureira de botinas”, q. 6-8).

Licoes principais

  1. Justica distributiva — Sao Luis explicou que a maior parte da responsabilidade recai sobre Victorine, que alimentou sentimentos que nao compartilhava. Louis e punido por ter cedido a um impulso irreflitido, mas sua pena e leve comparada a de quem se suicida por premeditacao fria (C&I, 2a parte, cap. V, “Louis e a costureira de botinas”, Observacao).
  2. Paixao nao e amor — O proprio Louis reconhece: “Eu tinha paixao por ela; eis tudo […] se a tivesse amado com um amor puro, nao teria querido magoa-la” (C&I, 2a parte, cap. V, “Louis e a costureira de botinas”, q. 3).
  3. Suicidio por amor e menos grave, mas nao inocente — Sao Luis afirmou que o suicidio por amor “e menos criminoso aos olhos de Deus do que o suicidio do homem que quer libertar-se da vida por um motivo de covardia” (C&I, 2a parte, cap. V, “Louis e a costureira de botinas”, q. 5).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Ceu e o Inferno. 2a parte, cap. V, “Louis e a costureira de botinas”. FEB.