François Riquier
Identificação
Velho avarento e solteirão, morto em 1857 em C…, deixando fortuna considerável a colaterais. Morou na Rua de la Charité, n. 14. Manifestou-se espontaneamente em 1862, cinco anos após a morte, a uma médium que fora sua inquilina e que o esquecera completamente.
Situação no mundo espiritual
Cinco anos após a morte, ainda não acreditava estar morto. Atormentava-se vendo os herdeiros dividirem seus bens, chamando-os de miseráveis. Pediu que lhe fizessem justiça e devolvessem seu dinheiro. Quando confrontado com a realidade, reconheceu sofrer torturas piores do que qualquer doença, com a iniquidade de sua vida sempre presente no pensamento. Pediu preces para esquecer suas riquezas terrestres.
Lições principais
- A avareza prende o Espírito à matéria. Riquier permaneceu por cinco anos sem aceitar a própria morte, obcecado pelo destino de seus bens, ilustrando como o apego material impede o desprendimento (C&I, 2ª parte, cap. IV, “François Riquier”).
- A perturbação pode durar anos. Ao contrário de casos onde a perturbação dura dias ou semanas, a identificação total com a vida material pode prolongá-la indefinidamente (C&I, 2ª parte, cap. IV, “François Riquier”).
- A evocação como instrumento de despertar. A manifestação espontânea e o diálogo com o médium tiveram o efeito de fazê-lo compreender sua posição e dispô-lo ao arrependimento (C&I, 2ª parte, cap. IV, “François Riquier”).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “François Riquier”. FEB.