O Castigo (Georges)

Identificação

Comunicação ditada pelo Espírito Georges à Sociedade Espírita de Paris, em outubro de 1860. Trata-se de uma exposição geral do estado dos culpados ao entrarem no mundo dos Espíritos, não de um caso pessoal específico.

Situação no mundo espiritual

Descreve o percurso do Espírito mau após a morte: isolamento inicial, desespero, busca de presas entre Espíritos fracos, obsessão de encarnados, e finalmente, após séculos, o arrependimento involuntário e a reencarnação expiatória. Na hora da morte seguinte, o culpado revive sensações esquecidas e entrevê o castigo, sem poder comunicá-lo aos que o rodeiam.

Lições principais

  1. O isolamento como primeiro castigo. Ao entrar no mundo espiritual, os Espíritos maus se veem privados de objetos sobre os quais exercer sua maldade, e o desespero se apodera deles (C&I, 2ª parte, cap. IV, “O castigo”).
  2. O ciclo do mal não traz felicidade. O mau Espírito que exerce sua raiva é “quase feliz”, mas sofre nos momentos de inação e quando o bem triunfa sobre o mal (C&I, 2ª parte, cap. IV, “O castigo”).
  3. A reencarnação como instrumento de justiça. Chegado o momento da expiação, o Espírito vê “como uma miragem, as provas terríveis que o aguardam” e é precipitado na nova existência (C&I, 2ª parte, cap. IV, “O castigo”).

Páginas relacionadas

Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “O castigo”. FEB.