Victor Lebufle

Identificação

Jovem piloto da barra do porto do Havre, morto aos vinte anos de doença. Vivia com a mãe, pobre comerciante, a quem sustentava com o produto de seu rude trabalho. Ocultava os próprios sofrimentos para poupá-la. Na véspera da morte, pediu à mãe que fosse descansar; ela teve uma visão do filho radiante, elevando-se no espaço. No dia seguinte, ele faleceu murmurando uma prece.

Situação no mundo espiritual

Feliz. Manifestou-se espontaneamente a uma família espírita que conhecia sua conduta:

“Desejais saber o que eu sou agora: bem-aventurado, oh! bem-aventurado! Não leveis em conta os sofrimentos e as angústias, pois eles são a fonte de bênçãos e de felicidade além-túmulo.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Victor Lebufle”)

O guia do médium explica que sua missão, embora obscura, foi tanto mais meritória por não ter sido estimulada pelo orgulho: mostrar que “nos piores meios podem achar-se almas puras, de sentimentos nobres e elevados, e que com a vontade se pode resistir a todas as tentações” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Victor Lebufle”).

Lições principais

  1. Missão obscura, mérito elevado — o guia espiritual enfatiza que missões humildes têm mais mérito porque não alimentam o orgulho. A fidelidade ao dever em meio adverso pesa mais que feitos brilhantes.
  2. Qualidades inatas revelam causa anterior — a nobreza de caráter desse jovem no meio mais rude prova a preexistência da alma: “As qualidades têm uma causa anterior.”
  3. Caridade filial como prova — sustentava a mãe com o próprio trabalho, resistia às tentações do ambiente e ocultava a doença para poupá-la.

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “Victor Lebufle”. FEB.