Sr. Van Durst

Identificação

Antigo funcionário público, morto em Antuérpia em 1863, aos oitenta anos. Não era espírita em vida. Foi evocado alguns dias após a morte, por orientação de um guia espiritual que pediu quatro dias de espera para que saísse da perturbação.

Situação no mundo espiritual

Relativamente feliz, numa condição humilde mas de contentamento. Experimentou perturbação considerável após a morte, descrita com vivacidade:

“Viver e não viver; ver seu corpo, estar fortemente apegado a ele, e, entretanto, não poder mais servir-se dele; ver aqueles que amamos e sentir extinguir-se o pensamento que nos liga a eles, como é terrível!” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sr. Van Durst”)

Após o despertar, maravilhou-se com o novo mundo — formas ligeiras de Espíritos flutuando no infinito, a comunicação pelo pensamento, a liberdade de se transportar pelo espaço. Lamentou profundamente não ter conhecido o Espiritismo em vida, pois isso teria abreviado sua perturbação.

Lições principais

  1. O conhecimento prévio abrevia a perturbação. Van Durst é um exemplo de como a falta de preparo espírita prolongou e agravou sua perturbação pós-morte, em contraste com espíritas convictos que despertam rapidamente (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sr. Van Durst”).
  2. A felicidade espiritual comporta graus. Mesmo não sendo um grande devoto, sua vida honesta e pouco mal praticado lhe valeram uma posição humilde mas feliz, mostrando a justiça divina proporcional ao mérito (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sr. Van Durst”).
  3. Exortação a instruir-se. Pediu insistentemente que dissessem a seu filho para crer e instruir-se no Espiritismo, a fim de que na sua chegada ao mundo espiritual não estivessem separados (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sr. Van Durst”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “Sr. Van Durst”. FEB.