Antonio B…
Identificação
Escritor de mérito da Lombardia, estimado por seus concidadãos, que exercera funções públicas com distinção e integridade. Por volta de 1850, sofreu um ataque de apoplexia que o deixou em estado de morte aparente. Foi enterrado vivo por engano. Quinze dias depois, a exumação revelou que o corpo mudara de posição e que uma das mãos fora parcialmente comida pelo próprio defunto — evidência de que sucedera aos horrores do desespero e da fome no caixão. Evocado na Sociedade Espírita de Paris em agosto de 1861.
Situação no mundo espiritual
Confirmou ter sido enterrado vivo e que esse fim fora previsto e aceito antes do nascimento. Revelou que, em existência anterior, emparedara viva a própria esposa num jazigo: “foi a lei do talião que tive de aplicar a mim mesmo. Dente por dente, olho por olho” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Antonio B…”). Erasto, guia do médium, explicou que Antonio solicitara ele próprio essa morte terrível para abreviar a erraticidade e alcançar esferas mais elevadas. Sua vítima já o havia perdoado.
Lições principais
- A justiça divina atinge sempre o culpado, ainda que tardiamente. Uma existência honrosa não isenta das provas escolhidas como complemento de expiação (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Antonio B…”).
- A lei de talião espiritual opera pela escolha do próprio Espírito. Antonio não foi condenado por um tribunal externo, mas escolheu voluntariamente a forma de expiação proporcional à falta cometida.
- Todas as existências se encadeiam. Erasto ensina: “todas as vossas existências dependem umas das outras, e nenhuma é independente das outras.”
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Antonio B…“. FEB.