Verger
Identificação
Jovem padre que assassinou Monsenhor Sibour, arcebispo de Paris, em 3 de janeiro de 1857, na igreja de Saint-Étienne du Mont. Condenado à morte e executado em 30 de janeiro de 1857. Não manifestou arrependimento nem sensibilidade até o último momento. Evocado no próprio dia de sua execução pela Sociedade Espírita de Paris.
Situação no mundo espiritual
No momento da evocação, Verger encontrava-se em estado de profunda perturbação, sem compreender que havia morrido. Via seu corpo de um lado e sua cabeça do outro, e ainda sentia “o frio de uma faca caindo sobre o pescoço”. Temia encontrar sua vítima. Três dias depois, já reconhecia sua nova condição, lamentava o crime e pedia para reencarnar — desejando encontrar-se “constantemente ameaçado de ser morto e ter medo disso”, como forma de reparação (C&I, 2ª parte, cap. VI, “Verger”).
Monsenhor Sibour, evocado, declarou que perdoava seu assassino e orava pelo seu retorno ao bem; poupava-lhe sua visão para não aumentar o sofrimento.
Lições principais
- Perturbação na morte violenta. Verger ilustra o estado de aturdimento típico dos que perecem por morte violenta: não sabem se estão vivos ou mortos (C&I, 2ª parte, cap. VI, “Verger”).
- Rapidez do arrependimento. Apesar de endurecido até o último instante na Terra, o arrependimento penetrou sua alma poucos dias após a desencarnação — prova de que um progresso moral latente pode revelar-se tão logo caia o véu da matéria (C&I, 2ª parte, cap. VI, “Verger”).
- Livre-arbítrio e probabilidade do crime. O Espírito sabe, ao escolher uma vida de luta, que há probabilidade de matar, mas ignora se o fará, pois “quase sempre houve nele a luta” (C&I, 2ª parte, cap. VI, “Verger”).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VI, “Verger”. FEB.