Clara Rivier
Identificação
Menina de dez anos, de uma família de lavradores do sul da França, enferma durante quatro anos. Nunca soltou uma queixa nem deu sinal de impaciência; consolava a família aflita falando da vida futura. Morreu em setembro de 1862, após quatro dias de convulsões, sem cessar de orar. Previu sua morte com precisão: “Não tenho mais do que cinco minutos de vida; dai-me as vossas mãos.” Após a morte, apareceu à irmã de cinco anos e manifestações de Espíritos batedores ocorreram na casa dos pais. Evocada posteriormente.
Situação no mundo espiritual
Revelou que já fora médium em encarnação anterior — suas ideias elevadas sobre a vida futura vinham dessa predisposição inata. Explicou que na existência precedente gozara de saúde, posição brilhante e beleza, abusando de tudo com orgulho e vaidade. Deus lhe disse: “Gozaste grandemente, desmesuradamente, sofrerás igualmente; eras orgulhosa, serás humilde; eras orgulhosa de tua beleza e serás aniquilada” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Clara Rivier”). As manifestações na casa dos pais eram parte de uma missão para gerar convicções espíritas.
Lições principais
- O abuso dos dons recebidos gera expiação proporcional. Quem abusou de saúde e beleza com orgulho foi submetida a enfermidade e humilhação.
- A caridade vale mais que a prece dos lábios. Clara ensinou aos pais: “Dar àqueles que sofrem é orar, é ser espírita” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Clara Rivier”).
- “O vestido de burel toca de mais perto o vestido de brocado de ouro do que se pensa” — as distâncias sociais entre existências são menores do que parecem.
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Clara Rivier”. FEB.