Xumene
Identificação
Espírito masculino que se apresentou espontaneamente a um médium em Bordeaux, em 1862, sob o nome de Xumène. Não forneceu detalhes sobre sua identidade terrestre. Declarou sofrer “todos os tormentos do inferno” (C&I, 2ª parte, cap. VII, “Xumène”).
Situação no mundo espiritual
Xumène mostrou-se egoísta, impaciente e relutante em colaborar. Quando confrontado sobre a inexistência do inferno literal, respondeu “Pergunta inútil”; quando advertido de que o egoísmo poderia ser a causa de seus sofrimentos, disse “Talvez”; e ao ser convidado ao arrependimento, preferiu que o médium simplesmente orasse por ele: “Se falares em vez de orar, avançar-me-ás pouco.” Apesar da aspereza, aceitou a prece e pediu para voltar — um primeiro sinal de abertura (C&I, 2ª parte, cap. VII, “Xumène”).
O guia do médium classificou-o como “Espírito endurecido” e exortou à perseverança, lembrando que “não há tamanhos culpados que não se possa reconduzir pela persuasão e pelo exemplo”.
Lições principais
- Endurecimento por apatia, nao so por maldade. Kardec observa que entre os endurecidos “há muitos que, sem procurar fazer mal, ficam para trás por orgulho, indiferença ou apatia” — e podem ser mais difíceis de reconduzir do que os francamente maus (C&I, 2ª parte, cap. VII, “Xumène”).
- Sementes de bem a longo prazo. Mesmo quando a prece e os conselhos parecem ineficazes no imediato, “as ideias que a eles forem lançadas agitam-nos e fazem-nos refletir mesmo a seu malgrado; são sementes que cedo ou tarde darão seus frutos” (C&I, 2ª parte, cap. VII, “Xumène”).
- Energia dos maus vs. inércia dos apáticos. Os Espíritos francamente maus possuem energia que, uma vez redirecionada, pode torná-los “tão ardentes para o bem quanto o foram para o mal”; já os apáticos precisam de muitas existências para progredirem sensivelmente (C&I, 2ª parte, cap. VII, “Xumène”).
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Fontes
- Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VII, “Xumène”. FEB.