Samuel Philippe

Identificação

Homem de bem em todas as acepções da palavra, de devotamento sem limites para com seus amigos. Embora muito inteligente e dotado de espírito natural, levou uma vida obscura, toda de labor, semeada de rudes provas. Extraiu do Espiritismo fé ardente na vida futura e grande resignação. Morreu em dezembro de 1862, aos 55 anos, em consequência de dolorosa doença. Evocado vários meses após a morte.

Situação no mundo espiritual

Feliz. Descreveu em detalhes notáveis a passagem da vida corporal à espiritual. A morte veio como o sono, sem luta nem abalos. O despertar foi de calma contrastante com os sofrimentos anteriores:

“Não sentia mais dor e regozijava-me por isso; queria levantar-me, andar, mas um entorpecimento que não tinha nada de desagradável, que tinha mesmo certo encanto, me retinha.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Samuel Philippe”)

Viu-se rodeado de pessoas queridas já falecidas. A comunicação de pensamentos se fazia pelo olhar e por penetração fluídica, sem palavras. Perdoou plenamente todos que lhe haviam feito mal em vida, agradecendo-lhes por terem fornecido ocasião de exercitar a paciência e a caridade.

Lições principais

  1. O perdão como caminho de elevação. Samuel agradeceu a seus inimigos, reconhecendo que as injustiças sofridas foram oportunidades de exercitar o perdão e o amor aos adversários (C&I, 2ª parte, cap. II, “Samuel Philippe”).
  2. A resignação nas provas e seu fruto. Demonstrou que a coragem diante da adversidade, sem murmurar, é recompensada com felicidade proporcional no mundo espiritual (C&I, 2ª parte, cap. II, “Samuel Philippe”).
  3. Proteção espiritual aos entes queridos. Mesmo feliz, continuava a visitar a família na terra, esforçando-se por lhes sugerir bons pensamentos e desviá-los do mau caminho (C&I, 2ª parte, cap. II, “Samuel Philippe”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “Samuel Philippe”. FEB.