Anna Bitter

Identificação

Filha única de um pai abastado e profundamente egoísta. Definhava lentamente por causa desconhecida que desconcertava a ciência — uma doença estranha que a consumia sem sofrimentos agudos, mas sem esperança de cura. O pai caiu em sombrio desespero, azedando o caráter à vista do espetáculo. Um amigo espírita da família consultou seu guia protetor, que explicou as causas espirituais da situação. Anna morreu; o pai morreu depois, no isolamento.

Situação no mundo espiritual

O guia espiritual explicou que a doença de Anna servia principalmente como instrumento de provação para o pai, castigado “na única afeição da sua vida, por ter troçado do coração e da confiança daqueles que o cercavam” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Anna Bitter”). Anna, após a morte, declarou-se feliz e recompensada; sua doença era apenas “um resto de expiação” pouco doloroso. Já o pai, egoísta e incapaz de orar, encontrou-se isolado no mundo espiritual — sem ver a filha que estava perto dele, sem receber palavra de consolo, reproduzindo no além o vazio que criara na Terra.

Lições principais

  1. O egoísmo gera isolamento no mundo espiritual. O pai não se interessava por ninguém na Terra, e ninguém se interessa por ele no além: “essa é sua punição” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Anna Bitter”).
  2. A doença de um pode ser instrumento de prova para outro. Anna sofria pouco; o verdadeiro alvo da provação era o pai orgulhoso e egoísta.
  3. A revolta agrava o castigo; a resignação o abranda. Quando o pai por um instante se arrependeu, “a morte suspendeu seu gládio”, mas a revolta retornou e o castigo prosseguiu.

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Anna Bitter”. FEB.