Sr. Felicien

Identificacao

Homem rico, instruido, poeta espirituoso, de carater bom, cortes e afavel, de perfeita honradez. Especulacoes equivocas comprometeram sua fortuna; sem possibilidade de restabelece-la pela idade, cedeu ao desalento e enforcou-se em seu quarto em dezembro de 1864. Nao era materialista nem ateu, mas leviano quanto a vida futura. Evocado quatro meses apos a morte por Allan Kardec, que o conhecia pessoalmente.

Situacao no mundo espiritual

Encontra-se em meio a Espiritos inferiores que o obsidiam com “risos, gritos e zombarias infernais”, chamando-o covarde. Inicialmente tentou disfarcar seu genero de morte com linguagem leve e observadora, mas confessou sob pergunta direta — e ficou muito afetado. Reconhece que e a quarta vez que sucumbe a prova do suicidio, tendo prometido a si mesmo nao falhar novamente (C&I, 2a parte, cap. V, “Sr. Felicien”).

Licoes principais

  1. Prova recorrente — Este caso demonstra que quando o objetivo de aperfeicoamento nao e alcancado, a prova se renova a cada existencia ate que o Espirito saia vitorioso: “E a quarta vez que eu sucumbo a essa prova” (C&I, 2a parte, cap. V, “Sr. Felicien”).
  2. Nao ha fatalidade — Kardec refutou a alegacao de fatalidade: o homem e sempre livre, e “unicamente seu orgulho o leva a acusar o Destino de suas desgraças”. A ruina de Felicien decorreu de imprevidencia, nao de destino (C&I, 2a parte, cap. V, “Sr. Felicien”).
  3. Forca pela prece — Felicien pede oracao para adquirir a forca necessaria na proxima encarnacao: “Extrai-se forca da prece, ao que se diz: orai por mim; quero orar tambem” (C&I, 2a parte, cap. V, “Sr. Felicien”).

Paginas relacionadas

Fontes

  • Kardec, Allan. O Ceu e o Inferno. 2a parte, cap. V, “Sr. Felicien”. FEB.