Sra. Viúva Foulon (née Wollis)

Identificação

Morta em Antibes em 3 de fevereiro de 1865. Morara muito tempo no Havre, onde se destacou como miniaturista hábil. Mulher de amenidade de caráter exemplar, abnegação pessoal extrema, sempre pronta a sacrificar repouso, saúde e interesses pelos outros. Sua vida foi uma longa sequência de rudes e cruéis provas, enfrentadas com coragem, resignação e perseverança. Sofria de cegueira progressiva. Abraçou o Espiritismo com ardor, extraindo dele consolação inabalável. Evocada em Paris em 6 de fevereiro de 1865, três dias após a morte.

Situação no mundo espiritual

Feliz, sem perturbação alguma. Declarou que somente os que têm medo ficam envoltos pelas trevas da perturbação. Seus olhos, que se apagavam em vida, reabriram-se para esplêndidos horizontes:

“Aqueles pobres olhos que tinham enfraquecido (…) abriram-se aqui e reencontraram os esplêndidos horizontes que idealizam, em suas vagas reproduções, alguns de vossos grandes artistas.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sra. Viúva Foulon”)

Relatou ter sido conduzida por Espíritos irmãos rumo a um mundo feliz, superior, onde encontrou o repouso das fadigas corporais sem cair na indolência. Manteve firme propósito de velar por seus filhos e netos.

Lições principais

  1. A possibilidade de não mais reencarnar na Terra. O caso ilustra que, cumpridas as provas, o Espírito pode passar a um mundo superior sem retornar à Terra, sem por isso separar-se dos afetos aqui deixados (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sra. Viúva Foulon”).
  2. Menos separação após a morte do que em vida. Kardec observa que, livre do corpo, a Sra. Foulon podia visitar todos os filhos dispersos pelo globo, estando mais próxima deles do que quando as distâncias materiais os separavam (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sra. Viúva Foulon”).
  3. A abnegação como preparo para a felicidade espiritual. Sua vida inteira de sacrifício e resignação, aliada à fé espírita, lhe garantiu despertar sereno e posição elevada (C&I, 2ª parte, cap. II, “Sra. Viúva Foulon”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “Sra. Viúva Foulon”. FEB.