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Encontro com a Paz e a Saúde

Dados bibliográficos

  • Autor espiritual: Joanna de Ângelis
  • Médium: Divaldo Pereira Franco
  • Tipo: Livro psicografado
  • Local de psicografia: Salvador-BA (assinatura final em 24 de dezembro de 2006)
  • Editora: LEAL — Livraria Espírita Alvorada Editora
  • Data: 2007 (1ª ed.; assinatura 24/dez/2006)
  • Estrutura: prefácio “Encontro com a paz e a saúde” + 11 capítulos com 3 subseções cada e bloco final Temas para reflexão (questão de LE/LM/OQE + versículo evangélico)
  • Nível: 3 — Complementar aprovado
  • Posição na série: vol. 14 da Série Psicológica de Joanna de Ângelis, sucessor direto de conflitos-existenciais (vol. 13, 2005). Publicado em homenagem ao Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos (1857–2007), declarada no prefácio: “em homenagem ao Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos, do egrégio codificador Allan Kardec, este especial tratado de higiene mental e psicoterapêutico”.
  • Texto integral: joanna-de-angelis-encontro-com-a-paz-e-a-saude

Tese central

A obra propõe uma ponte tripartite entre O Livro dos Espíritos, o Evangelho de Jesus e a Psicologia Profunda + Transpessoal, declarada literalmente no prefácio: “propomos, na presente Obra, uma ponte entre as admiráveis páginas de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, e o Evangelho de Jesus, portadores de grande atualidade em todas as suas expressões com a Psicologia profunda, assim como também com a Transpessoal”.

A homenagem ao Sesquicentenário do LE estrutura o método: cada um dos 11 capítulos abre com um diagnóstico clínico-existencial contemporâneo (crises, autodesamor, machismo/feminismo, separações, transtornos mentais, felicidade, sexualidade, consciência, iluminação, vida e morte) e fecha em âncora kardequista explícita — a seção Temas para reflexão sempre cita uma questão de LE/LM ou item de ESE no início e um versículo evangélico no final, fixando que a leitura é Pentateuco-orientada.

Estrutura por capítulo

Prefácio — Encontro com a paz e a saúde

Diagnóstico contemporâneo da sociedade enferma: violência, crise de valores, predominância dos atavismos ancestrais sobre a razão. Antecipa o método: a “ponte” entre LE, Evangelho e Psicologia Transpessoal como contribuição “de um grão de mostarda” no Sesquicentenário do LE.

1 — Experiências humanas e evolução do pensamento

Processo antropossociopsicológico · Processo religioso e legislativo · Encontro com a plenitude. Sistematiza os estágios do pensamento (Emílio Mira y López adaptado, declarado em nota da autora): arcaico/pré-mágico → mágico-mitológico → egocêntrico → racional → cósmico. Integra o cérebro triúno (Complexo R réptil → mamífero → neocórtex) — em continuidade explícita com triunfo-pessoal cap. 1, mas aqui aplicado à evolução cognitivo-antropológica (não psicopatológica). Cita o “centésimo macaco” de Lyal Watson (Ilha Koshima, pós-II Guerra) como mecanismo de transferência cultural transpsíquica. Galeria do pensamento cósmico: Krishna, Buda, Akenaton, Sócrates, Paulo, Agostinho, Descartes, Kardec, com Jesus como “exemplo máximo da harmonia e da cosmo-realização”. Da Lei de Talião ao Decálogo Mosaico, à Lei de amor de Jesus. Âncoras: LE q. 540 + Mt 5:15-16.

2 — Crises e turbulências

Crises existenciais · Crises sociais · Crises gerais. Etimologia operacional: kri/kir (sânscrito = “depurar, purificar”, origem de crisol) + krísis (grego = “mudança”). Reformulação positiva da crise como descontinuidade depuradora (“crisol psicológico”). Diagnóstico das massas e das massas hipnotizadas por líderes inescrupulosos; análise da Revolução Francesa (1789) e da Revolução Bolchevista (1917) como crises sociais que prefiguram as crises gerais contemporâneas. Predominância do ego sobre o Self como matriz comum. Âncoras: LE q. 744 (objetivo da guerra) + Mt 10:34.

3 — Autodesamor

Autocondenação · Autopiedade · Autoconsciência. Capítulo-mãe do conceito de autodesamor — categoria abrangente que articula três sub-formas perturbadoras com antídoto declarado:

  • Autocondenação — auto-flagelação contínua, somatizações no trato digestivo/hepático/respiratório, projeção da insatisfação no parceiro afetivo (sadismo conjugal).
  • Autopiedade — vitimismo, “bengala psicológica”; atrai espíritos ociosos e zombeteiros que vampirizam o paciente, convergente com obsessao simples.
  • Autoconsciência — antídoto estrutural; conquista do Self que faculta o autoperdão e a compreensão do autoconhecimento doutrinário (“a culpa eliminada pela consciência de si”).

Âncoras: LE q. 122 (“o livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo”) + Mt 22:39 (“amarás ao teu próximo como a ti mesmo” — exigindo o auto-amor como pré-condição estrutural).

4 — Comportamentos conflitivos

Machismo · Feminismo · Direitos igualitários. Único capítulo da Série Psicológica dedicado integralmente à questão de gênero. Genealogia crítica do machismo como herança multimilenar inscrita no inconsciente coletivo: leitura crítica do mito da costela de Adão (Gn) como construção arquetípica patriarcal — convergente com a hermenêutica alegórica de A Gênese cap. XI. Inclui Santo Agostinho (após conversão, evitava as mulheres) e Freud (que as considerava invejosas do homem) na linhagem dos atormentados. Datas-marco históricas:

  • 8 de março de 1857 — 129 tecelãs de fábricas de Nova Iorque, em passeata por redução da jornada de 16 para 10 horas, foram refugiadas em uma fábrica cujas saídas o patronato bloqueou e o edifício foi incendiado, com a anuência das autoridades.
  • 8 de março de 1910 — Clara Zelkin, na II Conferência Internacional das Mulheres na Dinamarca, elegeu o Dia Internacional da Mulher.
  • 1932 — primeiras candidaturas femininas ao voto na América do Norte.
  • 2000 — Marcha Mundial das Mulheres mobilizando 161 países.

Galeria de exemplares femininos: Cornélia, “mãe dos Gracos”; Esparta; Casa de bonecas de Ibsen como retrato literário do conflito machista. Tese psicológica: o Self é assexuado na sua estrutura profunda, avançando na escalada humana em busca da individuação “assimilando os méritos transcendentes do animus e da anima, de modo a superar os impositivos biológicos da anatomia fisiológica”. Quando a oscilação entre polaridades é abrupta entre encarnações sucessivas, a anatomia pode ser inversa à psicologia — base da explicação para conflitos de identidade sexual no cap. 8. Âncoras: LE q. 817 (“são iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos?” — “Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir?“) + Jo 8:7.

5 — Relacionamentos afetivos angustiantes

Separações litigiosas masculinas · Separações litigiosas femininas · Separações harmônicas. Tipologia tripartite das separações; cada gênero apresenta perfil clínico distinto — o homem foge para as lembranças do passado pré-relacional, a mulher transfere ressentimentos parentais para o cônjuge atual. Diagnóstico contemporâneo dos relacionamentos virtuais via INTERNET como fonte de transtornos neuróticos: “cada qual oculta os conflitos e transfere-os para a responsabilidade de outrem, ensejam encantamentos paradisíacos, despertam paixões vulcânicas”. As separações harmônicas preservam o respeito recíproco, especialmente quando há filhos, evitando danos psicológicos à prole. Âncoras: LE q. 755 (consequência do relaxamento dos laços de família: “uma recrudescência do egoísmo”) + Lc 17:1 (“é impossível que não haja escândalos, mas ai daquele por quem vierem!“).

6 — Transtornos mentais e obsessivos

Transtorno esquizofrênico · Transtorno obsessivo · Diversidade das obsessões. Releitura clínica das obsessões à luz da história da psiquiatria: Pinel/La Bicêtre (1873) liberta 53 esquizofrênicos enjaulados; Tucker em Londres, Chiarucci em Roma; Broca (1861) e o “centro da fala”; Charcot e a hipnose em la Salpêtrière (1880-1890); Liébeault, Bernheim, Griesinger; Freud, Jung, Adler, Bleuler, Kraepelin. Dialoga com a tese sulivaniana (esquizofrenia como distúrbio nas relações interpessoais iniciais) e Leopold Bellak (predisposições somáticas + sociopsicológicas + causas precipitantes). Aporte espírita: o paciente esquizofrênico é “um espírito que perdeu o endereço de si mesmo, carregado de culpas transatas”. As obsessões são relidas pela tripartição kardequista de O Livro dos Médiuns cap. 23 — simples / fascinação / subjugação — agora com aparato neurofisiológico contemporâneo (monoaminas perturbadas: serotonina, noradrenalina, dopamina; barbitúricos com efeitos colaterais quando sobrepostos a campos energéticos do perseguidor). Distinção operacional possessão (LM rejeita) × subjugação (LM adota), com explicação do mecanismo: “a obsessão, seja em que forma se apresente, é sempre de espírito a espírito, através do perispírito de ambos os litigantes”. Âncoras: LM cap. 23 (citado nominalmente em nota) + LE q. 474 (subjugação) + Lc 11:24-26 (sete espíritos piores).

7 — A conquista da felicidade

O que é felicidade · Como conseguir a felicidade · Prazer e felicidade. Distinção operacional prazer × felicidade: o prazer está vinculado aos sentidos (estômago, sexo, satisfações imediatas), com lassidão pós-uso; a felicidade deflui do autoconhecimento, da identificação Self↔ego, e nunca produz cansaço. Tese-âncora: “Felicidade não é algo diferente de infelicidade” — não é estado estático nem ausência de luta, é conquista de percurso, vivenciada durante o esforço pelo objetivo, não no ponto de chegada. Aporte neurofisiológico: hemisfério esquerdo cerebral arquiva preferências/satisfações (favorável à extroversão e à felicidade); hemisfério direito arquiva desgostos/animosidades (favorável à introversão e à infelicidade). O riso é descrito como terapia, com produção de imunoglobulinas salivares que defendem o organismo. “Pode-se aprender a ser feliz como se consegue adquirir experiência e conhecimento em torno de outras atividades humanas.” Âncoras: LE q. 784 (egoísmo gerador da infelicidade) + comentário de Kardec à questão 917 (“O egoísmo é a fonte de todos os vícios, como a caridade o é de todas as virtudes”) + Jo 18:36 (“meu reino não é deste mundo”).

8 — Reflexões sobre a sexualidade

Polaridades sexuais e suas funções · Compromissos ético-morais em relação à conduta sexual · Sexo, saúde e vida. Neurobiologia detalhada do sexo: luliberina (hipotálamo) controla os hormônios sexuais; oxitocina desencadeia o desejo nos dois sexos; vasopressina responde por fidelidade/posse no homem; dimorfismo da área pré-óptica do hipotálamo (mais volumosa no cérebro masculino) e núcleo ventromedial (centro de estímulo feminino). Endorfina libera-se no clímax, garantindo bem-estar e desfazendo agressividade. Tese-síntese: “O sexo foi colocado a serviço da vida e não esta à sua servidão”. Crítica à pornografia, aos vasodilatadores químicos, aos fetiches e à libertinagem. Reconhecimento explícito do homossexualismo como não-patológico, com referência à Organização Mundial de Saúde: “o homossexualismo não tem natureza patológica, nem é impositivo neuronal”. Explicação reencarnatória via prevalência alternada anima/animus entre encarnações sucessivas — “marcas (arquétipos)” da existência anterior fixadas na constituição atual, “sem nenhum caráter de natureza cármica, punitiva”, mas como necessidade evolutiva. “O fato de alguém amar outrem do mesmo sexo não significa distúrbio ou desequilíbrio da personalidade, mas uma opção que merece respeito”. Aprofundamento sobre tema não tratado pelo Pentateuco; LE q. 200 sobre sexos nos espíritos é tangencial. Âncoras: LE q. 200 + Jo 13:34.

9 — A conquista da consciência

Heranças inconscientes · Despertar da consciência · Consciência plena. Adoção sistemática dos estágios da consciência de Ken Wilber:

  • Pré-pessoal — sensório-físico, fantasmagórico-emocional, mente representativa.
  • Pessoal — mente regra-papel, mente reflexivo-formal, visão lógica.
  • Transpessoal — psíquico, sutil, causal.

Acréscimo da autora: “E acrescentaríamos os fenômenos paranormais conscientes, responsáveis, incluindo a mediunidade lúcida e a saúde emocional” — primeira vez na Série Psicológica que a tipologia Wilberiana é adotada de forma estrutural com complemento espírita. Caução de Teilhard de Chardin (“o ser humano é a ponta da flecha do processo evolutivo”, mediante “complexificação da consciência”). Diálogo com William James (“todos somos vítimas da neurose do hábito”) e Gurdjieff (proposta da “quarta via”). Galeria de iluminados: Sidharta sob a figueira bodhi; Paulo às portas de Damasco; Francisco depurado; Miguel Ângelo fundindo-se com o Moisés; Handel pairando acima da consciência cotidiana ao compor o Aleluia; Teresa de Ávila consumindo-se no amor por Jesus; cientistas como Galileu, Newton, Pasteur, Semmelweis, Hansen, Einstein, Max Planck, Heisenberg. Âncoras: LE q. 631 (“tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem e o que é mal?“) + LE q. 630 (citada em nota, “o bem é tudo aquilo que é conforme à lei de Deus; o mal tudo que lhe é contrário”) + 2Co 4:2.

10 — Em busca da iluminação interior

A iluminação interior · Processo de auto-iluminação · Conquista da iluminação interior. Introduz o conceito do “gene de Deus” — gene específico responsável pela crença inata no Soberano, que estimula neurônios para produção das monoaminas associadas à espiritualidade (serotonina, noradrenalina, dopamina). Distinção operacional tripartite:

  • Fé natural — espontânea, gera confiança vital de base (visível nos efeitos placebo).
  • Fé raciocinada — fruto da lógica, da análise, da pesquisa de laboratório.
  • Crença religiosa — herança sociológica, filosófica, doméstica; sujeita a alterações racionais.

Placebo/nocebo descritos como evidência psicofisiológica direta da fé na bioquímica neuronal — pacientes melhoram com cápsulas de farinha de trigo informados de seu poder, e morrem “pelo diagnóstico” rude. Referência a Santo Agostinho e Ambrósio em Milão. Galeria de iluminados estendida a benfeitores leigos: Schweitzer, Gandhi, Pasteur, Jenner, Semmelweis, Oswaldo Cruz; artistas como Bach (Jesus, a Alegria dos homens), Beethoven (Nona Sinfonia), Schiller, Goethe, Walt Whitman, Virgílio, Dante. Âncoras: LE q. 919 (“um sábio da antiguidade já vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo”) + Mt 18:3-5 (tornar-se como criança).

11 — Epifenômeno da vida e da morte

Vida e morte biológicas · O Self imortal · Fenomenologia transpessoal. Citação literal de Jung sobre o Self: “o Self representa o objetivo do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade, com ou contra sua vontade”. Tese-síntese: “o oposto de morte não é vida, mas renascimento”. Defesa filosófica da imortalidade contra o materialismo: “por que, ao ser humano, após todos os milhões de anos de desenvolvimento, estariam destinados a desestruturação e o aniquilamento?!“. Fenomenologia transpessoal: Joseph Banks Rhine (parapsicologia experimental, Nuevo Mundo de la Mente, 1958) e os fenômenos psi: psi gama (intelectuais), psi kapa (físicos), psi theta (mediúnicos). Bíblia descrita como manancial de fenômenos paranormais (evocação de Samuel pela pitonisa de En-Dor, 1Sm 28:7-20). Encerra com a parábola do servo e da Morte (matriz oriental, conhecida como “Encontro em Samarra”): o servo foge para outra cidade, sem saber que é exatamente onde a Morte tem encontro marcado com ele. Âncoras: 1Co 15:55 (“onde está, ó morte, a tua vitória?“) + ESE Conclusão III + Jo 11:25.

Temas centrais

  • Ponte tripartite Pentateuco + Evangelho + Psicologia Profunda/Transpessoal declarada no prefácio do Sesquicentenário do LE.
  • Self assexuado e individuação — extensão do programa que articula machismo, feminismo, sexualidade e identidade de gênero (caps. 4 e 8).
  • Tripartição clínica das obsessões (LM cap. 23) sob aparato neurofisiológico contemporâneo (cap. 6).
  • Estágios de Ken Wilber + mediunidade lúcida como complemento espírita (cap. 9).
  • “Gene de Deus” como base biológica da espiritualidade inata (cap. 10).
  • “Oposto de morte não é vida, mas renascimento” — fenomenologia transpessoal de Rhine (cap. 11).

Conceitos tratados

Personalidades citadas

  • joanna-de-angelis — autora espiritual.
  • divaldo-franco — médium psicógrafo.
  • allan-kardec — codificador, com referência nominal a LM cap. 23 (sobre obsessões) e citações em todos os blocos Temas para reflexão.
  • jesus — “Psicoterapeuta por excelência” (cap. 6); todos os blocos Temas para reflexão fecham com versículo evangélico.
  • Sidharta Gautama — iluminado sob a figueira bodhi (cap. 9–10).
  • carl-gustav-jung — citado literalmente sobre o Self (cap. 11); arquétipos de anima/animus permeiam caps. 4, 8 e 9.
  • paulo-de-tarso — iluminado às portas de Damasco; cita 1Co 15:55 (cap. 11).
  • lao-tseu — entre os “guias da humanidade” do pensamento cósmico (cap. 1).
  • santo-agostinho — referido na linhagem dos atormentados (cap. 4) e na conversão por Ambrósio em Milão (cap. 10).
  • Outros citados em prosa, sem página própria: Emílio Mira y López (estágios do pensamento), Ken Wilber (estágios da consciência), Teilhard de Chardin, Joseph Banks Rhine, Gurdjieff, William James, Lyal Watson, Rudolf Otto (numinoso), Viktor Frankl, Harry Stack Sullivan, Leopold Bellak, Philippe Pinel, Jean-Martin Charcot, Sigmund Freud, Karen Horney, Cornélia (mãe dos Gracos), Henrik Ibsen, Clara Zelkin, Francisco de Assis, Albert Schweitzer, Mahatma Gandhi, Louis Pasteur, Edward Jenner, Ignaz Semmelweis, Oswaldo Cruz, J. S. Bach, Beethoven, Handel, Schiller, Goethe, Whitman, Virgílio, Dante, Miguel Ângelo, Teresa de Ávila.

Divergências

Nenhuma divergência estrutural com Kardec identificada. Dois pontos de aprofundamento merecem registro:

  • Homossexualismo como não-patológico (cap. 8) — Kardec não tratou explicitamente do tema; LE q. 200 sobre sexos nos espíritos é tangencial. A leitura de Joanna via prevalência alternada anima/animus “sem nenhum caráter de natureza cármica, punitiva” é aprofundamento sobre tema lacunar do Pentateuco, não divergência. Convergente com a Lei de Liberdade (LE q. 825-872) e a Lei de Justiça, Amor e Caridade (LE q. 873-919).
  • Crítica genealógica do machismo via Gn (costela de Adão) (cap. 4) — convergente com a hermenêutica alegórica de Kardec em A Gênese cap. XI, que desnaturaliza o relato genesíaco como linguagem mítica de povo primitivo.

Fontes

  • Joanna de Ângelis / Franco, Divaldo Pereira (psicografia). Encontro com a Paz e a Saúde. Salvador: LEAL — Livraria Espírita Alvorada Editora, 1ª edição, 2007 (assinatura 24 de dezembro de 2006). Edição: joanna-de-angelis-encontro-com-a-paz-e-a-saude.
  • Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos (questões 122, 200, 474, 540, 631, 744, 755, 784, 817, 919; comentários a 917 e 630). 29ª edição da FEB, tradução de Guillon Ribeiro.
  • Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, capítulo XXIII (sobre obsessões: simples, fascinação, subjugação) — referenciado em nota da autora espiritual.
  • Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Conclusão III.
  • Wilber, Ken. The Atman Project / A Brief History of Everything (estágios da consciência) — referenciado pela autora espiritual.
  • Rhine, Joseph Banks. Nuevo Mundo de la Mente. Editorial Paidos, Buenos Aires, 1958 — citado em nota da autora espiritual.
  • Vianna de Carvalho (espírito) / Waldo Vieira (médium). Médiuns e Mediunidades — Consciência mediúnica. 1ª edição, Arte e Cultura, 1991 — citado em nota da autora espiritual.