O Doutor Demeure

Identificação

Médico homeopata muito distinto de Albi (Tarn). Morreu em 25 de janeiro de 1865. Célebre por sua bondade e caridade inesgotáveis, especialmente para com os pobres, a quem dava não só remédios gratuitos mas também recursos materiais. Kardec disse dele que era “o cura d’Ars da medicina”. Havia abraçado com ardor a doutrina espírita. Comunicou-se espontaneamente no mesmo dia em que Kardec soube de sua morte (30 de janeiro de 1865) e em Montauban no dia seguinte ao falecimento.

Situação no mundo espiritual

Feliz, com lucidez rara para um Espírito recém-desencarnado. Sacudiu rapidamente o torpor letárgico que se segue à morte:

“Como sou feliz! Não estou mais velho nem enfermo; meu corpo não era senão um disfarce imposto; sou jovem e belo, belo dessa eterna juventude dos Espíritos cujas rugas jamais franzem o rosto.” (C&I, 2ª parte, cap. II, “O Doutor Demeure”)

Tão logo se libertou, dedicou-se a cuidar espiritualmente de doentes, inclusive curando um entorse por meio de fricções fluídicas numa médium sonâmbula de Montauban. Comprometeu-se também a velar pela saúde de Allan Kardec.

Lições principais

  1. A atividade espiritual como felicidade. Demeure demonstra que a bem-aventurança no mundo espiritual não é inação, mas atividade voluntária e prazerosa a serviço do bem — continuou exercendo a medicina como Espírito (C&I, 2ª parte, cap. II, “O Doutor Demeure”).
  2. A caridade desinteressada e seus frutos. Sua vida inteira de dedicação gratuita aos pobres lhe valeu posição elevada e lucidez quase imediata no desencarne (C&I, 2ª parte, cap. II, “O Doutor Demeure”).
  3. A fé espírita como facilitadora do despertar. Tendo abraçado o Espiritismo com ardor, sua perturbação foi mínima, confirmando que o conhecimento prévio da vida espiritual abrevia a transição (C&I, 2ª parte, cap. II, “O Doutor Demeure”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. II, “O Doutor Demeure”. FEB.