Meimei

Identificação

  • Nome em vida: Irma de Castro Rocha (conhecida como Meimei)
  • Nascimento: 22 de outubro de 1922, Mateus Leme, MG
  • Casamento: 10 de junho de 1942, com Arnaldo Rocha (Naldinho), em Belo Horizonte
  • Desencarnação: 1º de outubro de 1946, Belo Horizonte, MG (edema pulmonar agudo, no quadro de nefrite crônica que a acompanhava desde a infância), aos 24 anos
  • Origem do apelido: “Meimei” foi escolhido por Arnaldo a partir do romance Um Momento em Pequim, de Lin Yutang; em chinês, significa “a noiva bem-amada”
  • Nível na hierarquia da wiki: 3 — Complementar aprovado (comunicações via Chico Xavier)

Papel

Espírito comunicante que se tornou símbolo do amor conjugal que transcende a morte. Sua história é uma das mais conhecidas do movimento espírita brasileiro.

Acometida desde a infância por nefrite crônica, Meimei desencarnou aos 24 anos em decorrência de edema pulmonar agudo, deixando Arnaldo viúvo após pouco mais de quatro anos de casamento. Arnaldo, ateu, revoltou-se contra Deus. Algum tempo depois, Chico Xavier o abordou na Rua da Bahia em Belo Horizonte, dizendo que Meimei queria falar com ele. Em Pedro Leopoldo, Chico psicografou 30 páginas de olhos fechados, sem erro de ortografia, com detalhes íntimos e referências a uma existência anterior compartilhada no Império Romano. A carta começava: “Querido Naldinho… eu disse: eu vou, mas eu voltarei. Voltarei porque nosso amor é de ontem, não é de hoje.”

A primeira mensagem psicografada por Chico atribuída a Meimei teria ocorrido cerca de 50 dias após a desencarnação, em reunião na casa de amigos espíritas. A partir daí, sob a inspiração dela, Chico recebeu obras como Pai Nosso, Cartilha do Bem, Amizade, Palavras do Coração, Evangelho em Casa, Deus Aguarda e Mãe — nenhuma delas ainda catalogada em catalogo.

O episódio é relatado por Divaldo Franco como exemplo da realidade da comunicação espírita e da sobrevivência dos laços afetivos após a morte (cf. LE, q. 291–293 — amizade e afeição dos Espíritos; LE, q. 386 — reencontro dos que se amaram). Na palestra, Divaldo afirma que a desencarnação ocorreu “um mês após o casamento”; as fontes biográficas consultadas (Wikipédia, União Espírita Mineira, FEB) registram, contudo, casamento em 10/06/1942 e desencarnação em 1º/10/1946 — pouco mais de quatro anos. A imprecisão é provavelmente liberdade oratória do narrador; a wiki adota a cronologia documentada.

Obras associadas (na wiki)

Citações relevantes

Trecho de abertura da carta psicografada por Chico Xavier em Pedro Leopoldo, dirigida a Arnaldo Rocha (Naldinho):

Querido Naldinho… eu disse: eu vou, mas eu voltarei. Voltarei porque nosso amor é de ontem, não é de hoje.

A frase consolida o testemunho de que o vínculo afetivo persiste após a desencarnação e tem raízes em existências anteriores — coerente com (LE, q. 386), que afirma o reencontro dos que se amaram, e com (LE, q. 291–293), sobre a continuidade dos laços de afeição entre Espíritos.

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Fontes