Mundos regeneradores

Definição

Mundos de transição entre os de expiação e os felizes, onde a alma penitente encontra calma e se depura. Constituem a aurora da felicidade, não a felicidade perfeita.

Ensino de Kardec

Posição na escala dos mundos

Os mundos regeneradores ocupam posição intermediária entre os mundos de expiação e provas e os mundos felizes: “São mundos de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma que aí se encontra, penitente, encontra calma e repouso, acabando por se depurar” (ESE, cap. III, item 16).

Características da vida

Nesses mundos, o homem ainda é de carne — ainda está sujeito às sensações e necessidades do corpo. Porém, já não padece as paixões desordenadas que torturam os mundos inferiores: “Aí, o homem, ainda revestido de um envoltório material, nada experimenta das emoções do mundo inferior; as doenças, os sofrimentos, as tribulações já são passado” (ESE, cap. III, item 17).

Relações sociais

O amor e a equidade presidem as relações entre os seres: “Aí, reinam a equidade e o amor. Todos se ajudam e se assistem mutuamente. Nenhuma rivalidade, nenhuma inveja. A autoridade é conquistada pela superioridade moral e ninguém se arvora em senhor dos outros” (ESE, cap. III, item 17).

Reconhecimento de Deus

Todos os habitantes reconhecem Deus e procuram conformar-se à Sua vontade: “Todos reconhecem Deus e procuram caminhar para Ele, seguindo as Suas leis” (ESE, cap. III, item 17). A fé é natural e esclarecida, não imposta.

Ainda há provas

Embora muito superiores aos mundos de expiação, os mundos regeneradores não são perfeitos: “O homem aí não é ainda completamente feliz, porém já não é desgraçado. A felicidade perfeita ele não a experimenta, mas entrevê-a” (ESE, cap. III, item 18). Há ainda resquícios de imperfeição — mas a tendência é ascendente.

Desdobramentos

O conceito de mundos regeneradores é essencial para compreender a esperança de renovação planetária: muitos espíritas veem na transformação da Terra a transição de mundo de expiação para mundo regenerador. Essa perspectiva dá sentido ao trabalho coletivo pelo bem e à evangelização.

Aplicação prática

Nas palestras sobre o futuro da Humanidade e da Terra, os mundos regeneradores oferecem uma visão esperançosa e fundamentada. Evitam tanto o pessimismo catastrofista quanto o otimismo ingênuo: a regeneração é progressiva, exige trabalho, mas é certa pela lei do progresso.

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. Cap. III (“Há muitas moradas na casa de meu Pai”), itens 16–18.