Louvet Francois-Simon (do Havre)
Identificacao
Francois-Victor-Simon Louvet, antigo puxador de sirga, 67 anos. Vivia em miseria e entregou-se a bebedeira por desgosto. Lancou-se da torre de Francisco I, no Havre, em 22 de julho de 1857. Comunicou-se espontaneamente numa reuniao espirita no Havre em 12 de fevereiro de 1863, quase seis anos apos a morte. Sua identidade foi confirmada por nota publicada no Jornal do Havre de 23 de julho de 1857.
Situacao no mundo espiritual
Mesmo apos quase seis anos, Louvet ainda revive incessantemente a queda da torre: ve o vazio abaixo de si, sente-se caindo e despedacando-se nas pedras. Suplica por preces e compara seu sofrimento a uma fome invisivel. A incerteza sobre quanto tempo durara essa condicao agrava suas angustias (C&I, 2a parte, cap. V, “Louvet Francois-Simon”).
Licoes principais
- Repeticao indefinida do ato — O suicida revive o momento da morte como um suplicio continuo, sem saber quando cessara. Kardec observa que isso “nao equivale ao inferno e suas chamas?” (C&I, 2a parte, cap. V, “Louvet Francois-Simon”).
- Miseria nao justifica o suicidio — Faltou-lhe coragem e fe; em vez de olhar para o alto, entregou-se ao desespero. O guia do medium esclareceu que ele “pos fim a sua triste prova” prematuramente (C&I, 2a parte, cap. V, “Louvet Francois-Simon”).
- Espontaneidade das comunicacoes — Louvet veio por iniciativa propria, sem que ninguem pensasse nele, o que exclui a hipotese de imaginacao dos presentes.
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Fontes
- Kardec, Allan. O Ceu e o Inferno. 2a parte, cap. V, “Louvet Francois-Simon (do Havre)“. FEB.