Françoise Vernhes

Identificação

Cega de nascença, filha de um meeiro das proximidades de Toulouse, morta em 1855 com quarenta e cinco anos. Dedicou-se ao ensino do catecismo às crianças pobres, sabendo-o de cor — inclusive após mudança do texto. Numa noite de inverno, guiou a tia através de uma floresta com caminhos lamacentos, declarando ver sobre seu ombro uma luz que a conduzia. Evocada na Sociedade de Paris em maio de 1865.

Situação no mundo espiritual

Confirmou que a luz era seu anjo guardião. Reconheceu que a cegueira era justa expiação: “Aqueles que pecam pelos olhos devem ser punidos pelos olhos, e igualmente todas as faculdades de que os homens são dotados e das quais abusam” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Françoise Vernhes”). O ensino do catecismo era ao mesmo tempo reparação pelo mau exemplo dado a crianças em existência anterior. Revelou possuir inteligência avançada, velada pela expiação: “há muitos na Terra que passam por ignorantes porque sua inteligência está velada pela expiação.”

Lições principais

  1. A expiação é proporcional ao órgão ou faculdade de que se abusou. A cegueira como punição pelo mau uso dos olhos ilustra a precisão da justiça divina.
  2. A expiação pode ser meritória quando cumprida com submissão. Françoise ensina que a prece atrai influências espirituais protetoras que aliviam os sofredores.
  3. O orgulho é o maior obstáculo ao progresso. “O orgulho é a pedra de toque pela qual se reconhecem os homens” (C&I, 2ª parte, cap. VIII, “Françoise Vernhes”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. VIII, “Françoise Vernhes”. FEB.