Arrependimento de um dissoluto

Identificação

Espírito anônimo, comunicado em Bordeaux em 19 de abril de 1862. Trata-se de um homem que viveu exclusivamente para si, entregue aos instintos brutais e aos gozos materiais, sacrificando a inteligência e os bons sentimentos aos prazeres do corpo.

Situação no mundo espiritual

Encontra-se no caminho do arrependimento. Livre da cadeia que o prendia ao corpo, já não sofre como antes, mas reconhece que deve reparar o tempo perdido. Seu guia confirma que acrescenta ao arrependimento conselhos para alertar outros, o que denota progresso; resta-lhe a reparação numa nova existência de provas.

Lições principais

  1. As paixões terrestres despojem o Espírito. “As paixões terrestres vos despojam antes de vos deixarem, e chegais ao Senhor nus, inteiramente nus” (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Arrependimento de um dissoluto”).
  2. Boas obras como manto protetor. O Espírito exorta a cobrir-se de boas obras e de caridade, “vestes divinas que nada retira” (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Arrependimento de um dissoluto”).
  3. O vazio do materialismo após a morte. Quem não deu ao espírito outra atividade senão inventar gozos fica preso à ansiedade, ao tédio mortal e ao vazio, sem poder satisfazer nem o corpo nem a alma (C&I, 2ª parte, cap. IV, “Arrependimento de um dissoluto”).

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Fontes

  • Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. 2ª parte, cap. IV, “Arrependimento de um dissoluto”. FEB.